No Meu iPod: O retorno do The Corrs!!

2015 tem se revelado um excelente ano, no que se diz respeito a retornos inesperados de bandas que amo profundamente.

Primeiro, o Blur e seu delicioso The Magic Whip (que estou devendo um texto, como sempre!).

E, nessa última semana, o retorno do The Corrs, após 10 anos afastados!

Desde o triste falecimento do pai deles, rumores sobre a reunião começaram, mas a confirmação só veio agora e fiquei feliz demais!

Feliz demais da conta, para ser mais sincera com meu sentimento.

The Corrs

Em 2013, eu fiz dois posts em que tentei demonstrar a importância deles para mim (que podem ser lidos aqui e aqui).

Por mais que eu goste da carreira solo da Sharon Corr, nada se compara com o que sinto pela banda.

Mas, como parecia não existir uma vontade por parte deles, de voltarem, eu não queria que acontecesse sem que fosse por um sentimento legítimo de tocarem juntos novamente.

Pelo que parece, foi isso que aconteceu mesmo. O que tem sido dito é que a Andrea compôs uma música que as pessoas que ouviram, amaram. E insistiram que não poderia ser uma que ela vendesse para outro artista e tal. A partir daí, a reunião!

Com show já marcado e confirmação de novo álbum! Honestamente, não vejo a hora!

Nesse mundo cheio de pessoas fabricadas pela indústria, é sempre muito bom ver talento genuíno de volta!

PS: Mas eu quero a Caroline de volta à bateria, full time!

Muito phoda!

Por questões particulares não consegui postar muito, na semana que se encerrou, mas só teria dado eles, no Música do Dia. Domínio incontestável!

Volto mais tarde | Ao som de The Corrs – Radio |

Música do Dia: The Corrs – At Your Side

Que o sr. Gerry Corr, pai do Jim, da Sharon, Caroline e Andrea, descanse em muita paz.

Fica o sincero agradecimento por ter colocado essas crianças no mundo e incentivado o talento deles.

Abaixo, a música que compuseram para o pai, à época do falecimento da mãe deles.

<3

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I’ll be at your side
There’s no need to worry
Together we’ll survive
Through the haste and hurry
I’ll be at your side
If you feel like you’re alone (feel like you…)
And you’ve nowhere to turn

Volto mais tarde | Ao som de The Corrs – At Your Side |

Minha Retro 2013: Meus 10 Discos Mais Queridos de 2013

Como é sofrido fazer um post com retrospectiva de discos!!

Um dos maiores arrependimentos que tive com o words of leisure, no ano passado, foi não ter feito a minha lista com os meus álbuns favoritos de 2012.

2013 não foi um ano com vários discos que me viciaram horrores, como aconteceu no ano anterior, com o Push and Shove, do No Doubt, o Battle Born, do The Killers, ou o Strangeland, do Keane.

PS: pronto, acabei de resumir o que teria sido o post jamais escrito :-)

Tampouco foi um ano que escrevi tantas Review de Álbuns quanto gostaria, mas é a vida.

Então, aqui está a minha lista de 2013, com os meus 10 mais queridos. Com muito atraso, mas saiu.

E por que mais queridos? Não seriam eles os melhores? Não sei, talvez não. Mas foram os que mais gostei.

Sei que muitos discordarão de tudo, mas, who cares?

10: Franz Ferdinand – Right Thoughts, Right Words, Right Action

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O Franz continua sendo uma das minhas bandas do coração. Sem contar que os caras sabem fazer vídeos como poucos!

Eu gostei do Right Thoughts, Right Words, Right Action, mas não grudou tanto quanto os anteriores.

Ainda assim, entrou na minha lista.

09: Justin Timberlake – The 20/20 Experience (1 e 2)

Justin_Timberlake_-_The_2020_Experience

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É! O Justin Timberlake me surpreendeu bastante com seus discos ano passado. Eu gostava de uma ou outra música dos álbuns anteriores, mas o 20/20 Experience realmente ganhou muitos pontos comigo. Muito, muito bem feito. Os dois.

O menino é muito bom. E pronto.

Ah, gostei mais do primeiro que do segundo.

08: Billie Joe Armstrong and Norah Jones – Foreverly 

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Esse disco me surpreendeu muito mais pela presença do Billie Joe que pela Norah Jones, obviamente. Jamais poderia imaginar o líder do Green Day fazendo algo do tipo.

Mas como são boas as surpresas positivas, né? O disco é uma delícia só, do início ao fim.

07: Suede – Bloodsports (para ver o post relacionado, clique aqui)

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Os fãs do Suede em muito esperaram material novo da banda. Ele veio de forma a não deixar ninguém triste.

Bom, ao menos eu não consigo pensar que alguém possa ter ficado insatisfeito com o Bloodsports, que é excelente!

It Starts And Ends With You é ótima!

06: Sharon Corr – The Same Sun (para ver o post relacionado, clique aqui)

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Esse é um dos discos que mais justifica o motivo do post considerar os “discos mais queridos”. Não apareceu em nenhuma lista que eu tenha visto, mas foi muito bem recebido pela minha pessoa. Já falei aqui e aqui sobre a importância que o The Corrs tem na minha vida e como a Sharon Corr sempre foi a minha favorita na banda. Seu segundo disco solo ficou muito gostoso de ouvir.

Talvez, se tivesse sido feito por outra pessoa, uma que não me importasse tanto, não teria entrado na minha lista. Mas não é o caso. O carinho que sinto pela cantora + um ótimo disco colocou o The Same Sun aqui.

05: Arcade Fire – Reflektor

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Eu gosto bem de Arcade Fire, mas não me considero uma fã de carteirinha.

Ainda assim, o Reflektor é bem legal, fluiu super fácil.

04: Stereophonics – Graffiti On The Train (para ver o post relacionado, clique aqui)

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Graffiti On The Train foi um alento no meu amor pelo Stereophonics. Sou muito fã dos primeiros discos deles, mas os três anteriores ao Graffiti não me encantaram tanto. Então, o lançado ano passado me fez voltar a ficar encantada pela banda do País de Gales. Muito, muito bom, mesmo.

03: Arctic Monkeys – AM

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AM é, na minha opinião, o melhor disco do Arctic Monkeys, disparado. Excelente, maravilhoso. Talvez, de fato, o melhor do ano!

Mas como ficou só na terceira posição aqui no words of leisure? Porque só tive acesso a ele no dia 30 de dezembro de 2013. Simples assim.

Incrível, incrível.

Do I Wanna Know é perfeita.

Discásso.

02: Travis – Where You Stand (para ver o post relacionado, clique aqui)

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Sim, eu acho o AM um melhor álbum que o Where You Stand. Mas como já falei algumas vezes, essa não é uma lista de melhores discos, e sim, dos meus mais queridos.

E o WYS remete a um momento absolutamente especial na minha vida: ter visto o Travis e o Blur no Planeta Terra. Momento que foi relatado aqui e aqui.

O significado que ele ganhou o colocou tão bem colocado no meu ranking.

01: Julieta Venegas – Los Momentos (para ver o post relacionado, clique aqui)

Julieta-Venegas-Los-Momentos

Aí está a prova mais clara que esse é um post de discos queridos. Eu só vi o Los Momentos bem classificado, em 2013, em listas voltadas ao mercado latino.

Eu já era muito fã dessa mexicana antes do lançamento dele. Quando saiu, eu tive um pequeno estranhamento inicial, porque ele tem um toque eletrônico inesperado.

Mas foi só ouvir mais, ir ao show dela aqui em BH, que o amor virou absoluto. Algumas músicas têm letras tão tristes que chegam a doer, como Los Momentos e Verte Otra Vez.

Muito, muito belo! Indubitavelmente, meu disco favorito de 2013. Disparado.

Linda demais essa mexicana!

Bom é isso.

Volto mais tarde | Ao som de tudo isso que vocês leram acima. |

Música do Dia: Sharon Corr – Take a Minute

Duas semanas atrás, eu escrevi sobre o belo segundo disco da carreira solo da Sharon Corr, o The Same Sun.

Review – Álbuns: Sharon Corr, “The Same Sun” 

Aqui está o primeiro single, Take a Minute.

Clipe simples e elegante, de uma música que é muito gostosa de ouvir.

There’s something you should know by now
That every time I leave
I miss you more than all the times before
As I stand here watching you sleep

Take a minute, just a little time
One more moment, for a little while
When I go, I’ll be back before you notice
One last chance before I say goodbye

Volto mais tarde.

Ao som de Sharon Corr – Take a Minute

Hoje…Algum Tempo Atrás: Os 18 Anos do Forgiven Not Forgotten

Vejam a lerdeza da garota: quando pensei que o Forgiven Not Forgotten completaria 18 anos em 2013, fui atrás da data de lançamento do mesmo e anotei que teria sido em dezembro de 1995.

Pois bem, foi em 26 de setembro. Perdi a data de um dos meus álbuns favoritos na vida, como mostrei nos posts:

Música: Uma Música Por Álbum – The Corrs, parte 1

Música: Uma Música Por Álbum – The Corrs, parte 2 

Triste.

Mas como me recuso a deixar passar, aqui está, quase com um mês de atraso.

Forgiven_Not_Forgotten

Como escrevi na “Parte 2”, esse é o meu disco favorito do The Corrs, mesmo não sendo aquele que considero o melhor (isso fica a cargo do Talk On Corners).

Como acontece com várias bandas, o de estreia é mais cru, com menos firulas. E isso me encanta.

A abertura com Erin Shore seguida de Forgiven Not Forgotten é incrível, seguida de Heaven Knows, que sempre esteve entre as minhas favoritas da banda, principalmente pelo solo de bateria no início. Someday e Secret Life têm essas mesmas características, de serem mais viscerais.

Não tenho como não ressaltar que o Forgiven Not Forgotten é fortemente marcado pelas instrumentais, que tanto caracterizam a banda. Nesses momentos, eles mostram como certamente não são apenas rostos bonitos.

Deixo Toss The Feathers como amostra e como homenagem à primogênita, que ama.

Outro ponto lindo do disco é que duas das baladas mais lindas deles estão ali: Runaway e Closer.

O lado ruim é que duas músicas que eu não gosto nem um pouco estão nele: Leave Me Alone e The Right Time.

Mas não tem problema: ele ainda continua como meu amorzão.

That’s it.

Parabéns ao Corrs pela maioridade do primogênito.

Volto mais tarde.

Ao som de The Corrs – Forgiven Not Forgotten.

Música do Dia: The Corrs – Radio

Já que o The Same Sun ainda não tem vídeo oficial (não que eu tenha visto), deixo uma das minhas composições favoritas da Sharon Corr.

Mas junto com seus irmãos…

Só para reforçar que eu gostaria de ver a banda junta, de novo.

Now It´s morning light, and it´s cold outside
caught up in a distant dream
I turn and think that you are by my side
So I leave my bed and i try to dress
Wondering why my mind plays tricks
And fools me into thinking you are there

But you´re still in my head
swimming forever in my head
not lying in my bed
just swimming forever

Volto mais tarde.

Ao som de The Corrs – Radio

No Meu iPod: Sharon Corr, “The Same Sun”

Recentemente, fiz dois posts em homenagem ao Corrs e a importância da banda na minha vida:

Música: Uma Música Por Álbum – The Corrs, parte 1

Música: Uma Música Por Álbum – The Corrs, parte 2 

Neles, eu disse como dentre os quatro irmãos, o meu favorito sempre foi o segundo na linha de sucessão dos senhores Gerry e Jean Corr, a mais velha entre as moças: Sharon Corr.

Sempre achei a mais talentosa de todos, com o maior tino musical.

Ela tocará hoje, em São Paulo, com ingressos esgotados. E eu não verei. Nem no dia 20, com direito a gravação de DVD. Este, acho que ainda tem ingressos disponíveis, mas posso estar errada.

Só não fico deprimida porque meu motivo de não ir é muito bom!

Espero que ela entenda esse sucesso de vendas aqui, além do carinho dos fãs, como sinal para voltar, logo!

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Dentro do grupo, ficava como vocal de apoio à irmã caçula e eu gostava disso, que sua voz mais grave era um perfeito apoio a mais aguda, da Andrea. Sem contar que isso a permitia focar naqueles momentos em que ela é absolutamente incrível: o violino. Tipo aqui, de olhos fechados…

Continuar lendo “No Meu iPod: Sharon Corr, “The Same Sun””

Dicas de Leituras: Xico Sá, “Sem imperfeição não há tesão”

Que delícia o texto publicado pelo Xico Sá na Folha, no dia 08/10.

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(…) fica o mantra, pela milésima vez, à guisa de educação sentimental aos moços, pobres moços: homem que é homem não sabe, nem procura saber, a diferença entre estria e celulite.

Rá. Adorei.

Para ler o texto completo, clique na figura acima.

Volto mais tarde | Ao som de Sharon Corr – Thinking About You |

Música do Dia: The Corrs – Radio

Ainda no clima dos posts sobre o Corrs, que foram publicados ontem…

Now It´s morning light, and it´s cold outside
caught up in a distant dream
I turn and think that you are by my side
So I leave my bed and i try to dress
Wondering why my mind plays tricks
And fools me into thinking you are there

But you´re still in my head
swimming forever in my head
not lying in my bed
just swimming forever

Volto mais tarde.

Ao som de The Corrs – Radio

No Meu iPod: Uma Música Por Álbum – The Corrs, parte 1

Post absurdamente dedicado ao Stefan (maior comentarista do blog), Karla e Giandro.

No dia 27 de agosto eu propus algo novo ao words of leisure: o tópico Uma Música Por Álbum. Inspirado no “Uma música de cada disco”, do Tenho Mais Discos Que Amigos. Aos que não viram, cliquem aqui.

Pois bem, desde que comecei a pensar no words of leisure, mais de dois anos atrás, eu tinha como certo escrever um post sobre aquela que é, sem dúvidas, a banda mais importante da minha vida: o The Corrs.

Não, esse título não pertence aos Beatles, nem Blur, nem Oasis.

Afinal, este é o grupo que me ajudou a definir meu futuro. Explico.

Os posts do Uma Música Por Álbum não terão introduções como essa que farei.
Esse foi um benefício exclusivo que eu dei aos irlandeses do Corrs.
Por isso, o “parte 1” e “2”. 

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Certo dia, acho que lá no ano 2000, primogênita dirigia o carro (eu, muuuuuitos anos mais nova, ainda não tinha carteira), quando o estacionou e pediu para que eu fosse na nossa locadora de CDs (sim, sim) e pegasse o acústico do The Corrs. Eu perguntei: Quem????

Com a minha habitual arrogância, achei que se eu não conhecia a banda, claro que não teria na locadora. Óbvio que tinha. Ao entrar no carro e começar a ouvir, adorei imediatamente. Afinal, fui apresentada logo com essa música, né? Como não apaixonar?

Assim começou a minha história com os irmãos (por ordem de nascimento): Jim, Sharon, Caroline e Andrea Corr.

Por ordem de preferência: Sharon, Caroline, Andrea/Jim.

Pois bem, voltando: os anos se passaram, o vício se tornou absurdo, amizades foram feitas e primogênita se amargava profundamente da existência do dia supracitado.

Mas por que a banda mais importante da minha vida?

Vamos somar:

Todo o lado celta da banda, com violino, Tin Winstle + o terrorismo que por décadas assolou a Irlanda + a minha paixão pelo estudo de conflitos = escolha pelo curso de Relações Internacionais, TCC na graduação e dissertação de mestrado envolvendo o IRA, terrorismo, etc.

Sério, nenhuma outra banda me levou, ao final das contas, a decidir meu futuro profissional. Só o Corrs.

Como não dar a eles o título de banda mais importante da minha vida?

Mesmo hoje eles não sendo a minha banda favorita, não tem como ser de outra forma, né?

A inspiração para finalmente escrever esse post veio do coração partido de não ver a Sharon Corr, que desde o primeiro segundo do fanatismo sempre foi a minha favorita na banda, que fará dois shows aqui no Brasil, daqui duas semanas.

O que me consola?

Ter visto o Corrs completo na Irlanda, antes do fim da banda, lá em 2004.

Foi fodástico!! Sonho mais que realizado!

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Pois bem, como falei lá em cima, não farei textos assim para todas as bandas no Uma Música Por Álbum.

Mas este post, para o Corrs, é pagamento de dívida que eu tinha comigo mesma.

E uma singela homenagem a todos os amigos feitos graças a banda.

Volto mais tarde.

Daqui a pouco. Com a parte II.

Volto mais tarde | Ao som de The Corrs |

Redes Sociais: Momentos legais que só uma rede social pode fazer por você

Todo mundo que acompanha o blog sabe como sou uma entusiasta das redes socais.

E não poderia ser diferente, já que elas me proporcionaram momentos verdadeiramente especiais, como conversar com a Sharon Corr via twitter.

Hoje, mais uma.

conan e eu
Arquivo Pessoal.

So cool.

E vindo da melhor rede social de todas, o LinkedIn.

#teamcoco

Volto mais tarde | Ao som de Robbie Williams – Feel. |

Infográfico: A evolução do MSN

Muito bom esse infográfico feito pelo TecMundo com a evolução do MSN.

Programa que está por completar 12 anos e que eu usei muito.

Mesmo não gostando.

Sempre o associei ao fim do ICQ, que era disparado o meu favorito. Absurdamente melhor.

Mas como todo mundo migrou de um para o outro, pouco me restou a não ser passar a usar também.

Fonte: TecMundo
Fonte: TecMundo

Já não usava mais e passei a utilizar menos o Skype nos últimos tempos.

Ainda assim, muito interessante o trabalho feito pelo TecMundo.

Volto mais tarde.

Ao som de Sharon Corr – Raindrops

Música do Dia: The Corrs – Runaway

Foi só a Sharon Corr (a violinista, aos que não sabem) aparecer no Brasil para o vício voltar em doses cavalares…

Música maravilhosa…

The Corrs - Runaway

Close the door
Lay down upon the floor
And by candlelight
Make love to me through the night

‘Cause I have runaway
I have runaway, yeah yeah
I have runaway, runaway,
I have runaway with you

Because I, I’m fallin’ in love with you
No, never, I’m never gonna stop
Falling in love with you

Volto mais tarde | Ao som de The Corrs – Runaway |

Dica de Leitura: Mais Um Pouco Sobre o Antes da Meia-Noite

Eu já discordei veementemente do Pablo Villaça quando o assunto é política, no Facebook.

Como cansei, optei por ficar apenas com suas críticas de cinema.

Fiz bem, porque o texto que ele escreveu sobre o amado Antes da Meia-Noite ficou muito, muito bom!

before-midnight

Construído a partir de longos planos que permitem que os diálogos fluam com uma naturalidade que nos aproxima de seus personagens (uma abordagem já presente nos filmes anteriores), Antes da Meia-Noite se beneficia do envelhecimento/amadurecimento do casal de atores: agora um homem com abundantes linhas de expressão e a voz enrouquecida pela idade e pelo cigarro, Ethan Hawke surge como um homem que ainda exibe a jovialidade do passado, mas contrabalançada agora pelo peso do tempo, ao passo que Julie Delpy, com rugas e alguns quilos a mais (que ela exibe com o conforto que a autoconfiança proporciona), parece ainda mais linda como mulher do que era como garota. Assim, se antes discutiam sobre o futuro, suas ambições, receios e sonhos, Jesse e Celine passam a se concentrar nos equívocos do passado e nos problemas do presente, referindo-se ao futuro apenas como um hipotético cenário no qual se encontrariam no velório do parceiro.

E aí reside a genialidade de Antes da Meia-Noite: seria fácil construir um terceiro capítulo romantizado que atuasse como clímax dos encontros anteriormente adiados, mas optar por trazer Jesse e Celine já num contexto de casal amadurecido é algo que oferece um olhar adequado e natural sobre a experiência de um amor consumado. Ora, se antes os jovens se conheciam e reconheciam, desta vez se possuem com uma familiaridade que apenas a convivência traz, substituindo a idealização do passado por um conforto óbvio diante um do outro – e também por uma irritação subjacente perfeitamente compreensível. Por outro lado, se antes podiam apenas tentar adivinhar o que se passava na mente um do outro, agora Jesse e Celine possuem PhD em Celine e Jesse, respectivamente, conhecendo-se bem o bastante para se tornarem fatais em uma discussão por saberem exatamente onde acertar, que ferida espremer e que memória azeda do passado recuperar no momento propício.

Para ler o texto completo, clique na figura.

Volto mais tarde | Ao som de Sharon Corr – No Frontiers |