Meu Ingresso: Eric Clapton: Seres paranormais existem. É a única explicação.

Quando escrevi sobre o (excelente) show do Tears For Fears, contei que fiz a contagem regressiva para o mesmo porque estava em estado de semi-depressão por não ir ao show do Eric Clapton. Mas aos 40 minutos do segundo tempo, tudo mudou e lá fui eu, acompanhada pela primogênita….

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(Marcos Hermes/VEJA)

A minha história de verdadeira adoração ao Sr. Clapton, (a.k.a. Deus), é relativamente recente. Por mais que eu gostasse demais das músicas dele, desde que me entendo por gente, não conhecia muito.

Mas tudo mudou depois que li a sua autobiografia, que foi tema do meu primeiro post, de fato, aqui no words of leisure. A partir dali, a admiração deixou de ser apenas relacionado a um dos melhores guitarristas da história para ser uma que diz respeito ao HOMEM. Sim, um que cometeu erros absurdos mas que deu algumas voltas por cima que o tornam um dos meus maiores ídolos, hoje.

Com esse espírito, fui para o Morumbi com a minha irmã e o pessoal da Oikos Tour Operator*, aonde fomos agraciados pelo incrível show de abertura feito pelo Gary Clark Jr! Eu, normalmente, odeio a ideia de ter que assistir esses shows e esperar pelo artista principal. Mas o rapaz me provou o contrário e fez uma performance que me deixou de queixo caído. Um incrível guitarrista, muito visceral. Já fui atrás e super recomendo o The Bright Lights EP. Abaixo, o vídeo da música Bright Lights.

Quando Eric Clapton entrou no palco e começou a tocar Key To The Highway eu entendi que estava pra viver um dos momentos que contarei para filhos, netos, bisnetos….

O apelido de “Deus” não foi dado por mim, mas o que tenho a dizer é que eu não discordo dele. O que o Slowhand faz com a guitarra não é humano. Não pode ser. Um talento daquele não é normal.

Em Old Love, vivi algo único na minha vida. Estava lá, babando ao ver o homem tocar quando, de repente, vi que estava chorando. Não senti a emoção vindo tampouco tentei controlar. Simplesmente chorei, por conta de uma das coisas mais bonitas que vi em toda a minha vida.

O meu único pesar foi ter visto Layla sendo tocada acústica. Sim, ela continua maravilhosa, uma das minhas músicas favoritas na vida. Saber que seria tocada assim, previamente, diminuiu a tristeza, mas não tem como: queria a versão Derek and the Dominos. O riff inicial é antológico! Fica pro próximo. Farei o “esforço” de ir a shows do Eric Clapton, enquanto for possível, só para ver a versão abaixo. Uma das coisas mais lindas da história da música.

 

Ps: Olha o baterista do Paul ali! :-)

Um set list que durou 1:40, de um artista tímido, que pouco conversa com o público, mas não tem problema. Não precisa. A guitarra fala por ele…

Que ano incrível esse de 2011, que eu vi dois mitos da música e estou para ver o terceiro. Agradecimentos ad eternum.

Demorei para escrever esse texto porque não queria escrever com pressa, queria fazer jus a um show que entrou para o Top 3 da minha vida. Não acho que fiz, mas tentei.

Set List

“Key To The Highway”

“Tell The Truth”

“Hoochie Coochie Man”

“Old Love”

“Tearing Us Apart”

“Driftin’ Blues”

“Nobody Knows You When You’re Down and Out”

“Lay Down Sally”

“When Somebody Thinks You’re Wonderful”

“Layla”

“Badge”

“Wonderful Tonight”

“Before You Accuse Me”

“Little Queen of Spades”

“Cocaine”

Bis

“Crossroads”

* Momento “propaganda voluntária” mesmo, afinal, a excursão foi muito boa! Recomendo!

Volto mais tarde | Ao som de Derek And The Dominos: “Layla And Other Assorted Love Songs” |

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Áudio do Dia: O Brasileiro Não Vai Ao Museu…

Acho que isso não é novidade pra ninguém, mas o número me impressionou.

Eu estava ouvindo a Rádio Estadão ESPN pelo site, (já que infelizmente não dá pra ouvir na rádio de BH) quando vi o link “Quase 70% da população nunca foi a um museu ou centro cultural, diz Ipea”.

Rádio Estadão Espn

O áudio da Baba Vacaro destaca opções culturais para a cidade de São Paulo (que eu adoro!), mas logo no início os números são mencionados: até o final do ano passado, em torno de 70% da população afirmava nunca ter ido a um museu ou centro cultural. No ano de 2008, essas pessoas eram 90%! E a questão nem é financeira, visto que a maioria afirmou não ir por questão de hábito, de costume, ou por se sentirem descriminadas nesse tipo de ambiente.

Eu acho que o número é vergonhoso, absurdo e deprimente. Mas, se em dois anos a melhora foi considerável, quem sabe ainda há espaço para a esperança….

Volto mais tarde | Ao som de The Smashing Pumpkins – Cupid de Locke |

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