Na Minha Estante: “Eu Sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”

Eu Sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã foi mais um dos livros lidos no ano passado e que eu procrastinei para escrever o post a respeito.

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Sem mais delongas, vamos lá.

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Na Minha Estante: Diogo Mainardi, “A Queda – As memórias de um pai em 424 passos”

Eu li o livro do Diogo Mainardi ano passado. Esse é mais um dos posts que fui procrastinando, até mandar bater.

Provavelmente, entre o título e essa frase, eu já perdi alguns leitores, simplesmente porque vou falar sobre o Diogo Mainardi, né?

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Bom, sendo muito honesta, não dou a mínima.

Apenas adianto: quem deixar de ler o A Queda, por discordar das posições políticas do autor, será o grande perdedor na história.

Afinal, estará deixando de ler uma belíssima e tocante declaração de amor de um pai para seu filho.

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Na Minha Estante: Mathieu Lindon, “O que amar quer dizer”

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Um amigo leu o post que fiz sobre o “Só Garotos” e me emprestou o O que amar quer dizer, com a ideia de que se tinha gostado tanto daquele, gostaria desse também.

Sim, ele acertou. Adorei. Mas…*

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Na Minha Estante: Helen Fielding, “Bridget Jones, Louca Pelo Garoto”

Quando eu acabei de ler o A Cidade, O Inquisidor e os Ordinários, sabia exatamente qual seria meu próximo livro.

O que eu não contava era com uma viagem a trabalho…

Uma passada pela livraria do aeroporto…

E um livro que gritava pela minha atenção (livro esse já mencionado aqui no words of leisure)…

Assim, saí com Bridget Jones, Louca pelo Garoto (da Companhia das Letras) direto para a sala de embarque e mais de trinta páginas lidas até chegar ao meu destino final.

Foi então que me dei conta:

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal
  • eu li o primeiro livro e vi o filme;
  • mas apenas vi o filme do segundo.

Como poderia eu ler o terceiro livro da saga sem ter lido o segundo?

Sendo eu uma pessoa que não assiste a um filme que já tenha começado, mesmo que apenas 05 minutos antes, isso beirava o impossível. Mas eis que um pensamento libertador me veio a mente:

Nada mais honroso à figura da Bridget do que fazer as coisas de forma errada…

E como esse espírito de fazer jus a uma das mais importantes figuras da década de 90, eu devorei o livro rapidamente.

Sim, o TOC foi superado, mesmo que momentaneamente. Para breve alegria da Primogênita.

Desnecessário dizer que a leitura é super fácil, né? Excelente companhia para relaxar.

Ler as peripécias da moça, em um mundo com twitter, é pra lá de engraçado.

Mas tem algo de muito diferente nesse livro: não somente ele não é tão absurdamente engraçado como o primeiro, mas ele trouxe lágrimas aos meus olhos. E não de chorar de rir, como aconteceu inúmeras vezes no anterior.

Há momentos no livro que a vontade é de pegar a moça e dar colo. Carinho. Juro.

Não vou falar o motivo, para não perder a graça para os que ainda não leram. Só falo que ao mesmo tempo que a decisão da autora me deixou triste, aplaudo a sua coragem.

Quem já leu sabe do que estou falando… se concordam ou não, aí é outra história.

Helen Fielding continua a manter viva aquela personagem capaz de nos gerar todos os tipos de emoções possíveis.

A Bridget permanece apaixonante, como sempre.

O primeiro livro continua como o grande favorito, mas esse é super digno na saga.

A única tristeza foi saber que a Helen Fielding e Renee Zellweger não dançam mais no mesmo compasso, o que torna a possibilidade de um filme deste livro bem difícil.

Espero que elas se resolvam, honestamente. Porque não há Bridget Jones sem Renee. Não há.

Um bom livro para quem quiser espairecer. Fica a dica.

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Na Minha Estante: Paula Lobo, “Quando Eles Dançam”

Se tem uma coisa na vida que eu amo é ver quando uma pessoa sabe qual é o seu talento e o explora.

Quem visita o words of leisure sabe que eu morro de vontade de aprender a fotografar. Já sobre dança, eu nada sei: não entendo, não sei dançar, mas acho incrivelmente belo quando vejo quem sabe.

A Paula Lobo junta as duas coisas.

Meu Livro e Minha Mão
Meu Livro e Minha Mão

Conheci seu trabalho no ano passado, em novembro, quando vi alguns dos episódios do programa que ela fez e que foi transmitido pelo Multishow, o Mundo em Movimento***.

A moça é carioca, mora em NY e é fotógrafa de dança. Nele, ela viajou o mundo clicando este universo e as mais diversas manifestações culturais de lugares como Turquia, Japão, EUA, entre outros.

E aí, o negócio é o seguinte: desde novembro eu estou totalmente embasbacada pelo talento dela! Não, não há palavra melhor para descrever o sentimento.

A sensibilidade, a beleza, a sutileza, das fotos que ela tira é algo inacreditável. Não somente floreceu a minha vontade de saber fotografar de verdade, mas até tive vontade de aprender um pouco de dança e deixar de ser o robô que sou. Quem me conhece sabe que isso é bem inacreditável.

Meu Livro, minha mão e duas das minhas fotografias favoritas
Meu Livro, minha mão e duas das minhas fotografias favoritas

***Eu não consegui assistir a todos os episódios do programa e, desde então, enviei e-mails, tweets, mensagens no Facebook, para o Multishow, para a NET, para o NOW, pedindo para que sejam disponibilizados neste último. Nenhuma resposta até hoje, mas continuarei tentando.

Então, o meu alento veio quando descobri, no site da Paula, que ela estava para lançar um livro com suas fotos, o Quando Eles Dançam. Não tive a menor dúvida que teria que me dar de presente!

Ele fez jus a toda minha expectativa. A sensibilidade continua presente, assim como a beleza e a sutileza, tão presentes na televisão.

O poder da dança está ali e o olhar dela para colocá-lo em “um pedaço de papel” é digno de todos os elogios possíveis. Não é a toa que ela faz fotos para o New York Times: a moça sabe o que faz.

Só para vocês terem uma ideia:

Foto: Paula Lobo. Fonte: paulalobo.com
Foto: Paula Lobo.
Fonte: paulalobo.com
Foto: Paula Lobo. Fonte: paulalobo.com
Foto: Paula Lobo.
Fonte: paulalobo.com

Aos que interessaram, entrem no site dela para ver seu trabalho. Basta clicar aqui.

Vale a pena demais!

Finalizo não somente deixando os meus parabéns a ela por todo seu talento, mas também a agradecendo por revelá-lo ao mundo. Sensibilidade assim faz bem a alma…

Post atualizado, em 13/03/14:

Abaixo, vídeo feito na sessão de autógrafos na Livraria Travessa. Entrevista com a Paula Lobo, que conta mais sobre o processo de elaboração do livro.

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Na Minha Estante: Carlos de Brito e Mello, “A Cidade, O Inquisidor e os Ordinários”

Alguns dias atrás, eu postei um infográfico que mostrava As razões dos livros serem ótimos presentes.

Lembrei dele porque o último livro que li, A Cidade, o Inquisidor e os Ordinários, foi um presente de uma tia muito amada que sabe o tanto que sou louca por livros. Mesmo sem saber ao certo se gostaria deste, seguiu a sugestão do vendedor da livraria e me deu a obra do Carlos de Brito e Mello.

Que bom que o fez, porque ele é excelente.

O meu livro. Acervo Pessoal
O meu livro.
Acervo Pessoal

A chamada da Companhia das Letras captou, de cara, a minha atenção.

Um auto moralizante de classe média no Brasil dos dias atuais.

Não somente isso, mas também a forma do autor de escrever.
Diálogos fora do padrão e personagens com nomes para além do habitual fizeram com que eu demorasse um pouco para emplacar a leitura.

Mas, uma vez acostumada, o devorei, como vocês podem ver na figura abaixo, tirada do meu GoodReads.

PS: Não sabe o que é isso? Clique aqui, então.

goodreads

É só ver a quantidade de páginas lidas entre as datas para ver que estava gostando horrores daquilo que passava pelos meus olhos.

O livro é uma deliciosa sátira sobre os costumes. Em que o Decoroso busca fazer sua Inquisição sobre os Bobos.

Isso mesmo, os bobos.

Muito bom.

Certamente, um dos livros mais interessantes que li nos últimos tempos.

Recomendo demais. Fica a dica.

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Na Minha Estante: Fernanda Torres, “Fim”

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar um recado à Revista Piauí: se for uma estratégia, a de colocar capítulo de livros na seção de Ficção para atrair as pessoas a comprarem os benditos, afirmo que ela funciona!

E muito!

Em dezembro do ano passado, fiz o post Dica de Leitura: Fernanda Torres, “Álvaro” porque realmente gostei muito do texto. Inicialmente, não tinha planos imediatos de comprar o livro “Fim“, porque ganhei alguns no meu aniversário (amo ser presenteada com livros). Mas um dia, estava em uma livraria, avistei o dito cujo e não deu outra:

Cá estou eu, a comentá-lo.

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Por ser um livro escrito pela Fernanda Torres, inicialmente, eu tinha impressão que a narradora ali era a Vani.

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Na Minha Estante: Ayn Rand, “A Revolta de Atlas”

Quem é John Galt?

Sabem como é encontrar um livro que serve para te dar forças frente a uma grande descrença com o mundo?

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Vira e mexe a Ayn Rand aparece no words of leisure, no Frase do Dia. Entre elas:

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O fato é que queria eu colocar o Revolta de Atlas inteiro, aqui.

Afinal, quem é John Galt?

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Por muito tempo, eu via pessoas que pensam a política de forma parecida com a minha recomendar A Revolta de Atlas, mas sempre enrolava para começar. Afinal, procrastinar está na minha essência.

Com o passar do tempo e com a repulsa por várias coisas que tenho visto por aí, a leitura se fez cada vez mais necessária.

Afinal, quem é John Galt?

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Até que vi na sua contracapa:

“Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, A revolta de Atlas é um romance monumental.” (Amazon.com.br)

Mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia….

Aí, não tinha mais como postergar, né? Impacta ler o que está escrito ali…

Afinal, quem é John Galt?

Quando o comprei e vi seu pequeno tamanho, mais de 1400 páginas, não pude evitar o pensamento de que a autora teria que criar um argumento/enredo muito bom para manter o meu interesse. Rand faz isso de forma sublime, sublime, maravilhosa.

Os personagens são muito bem construídos, tanto para amá-los quanto para odiá-los, e a história é elaborada de forma que gera uma absurda vontade em saber o que acontecerá com o Estados Unidos retratado, em que aqueles que são os produtivos vão sumindo, dando espaço cada vez maior a um Estado intervencionista que priva os indivíduos de suas liberdades.
Ps: Acalmem-se! Não contei nada que a contracapa não tenha escrito.

Um livro sensacional, que só aumentou minhas convicções políticas e a necessidade de lutar por elas.
Não no words of leisure, afinal eu abri mão de falar de política aqui, em prol da minha saúde física e mental.

Leitura que será obrigatória aos meus filhos e netos.
Leiam também.
Já aviso: quanto mais você acredita que o Estado deva ser grande e interventor na vida das pessoas, ou então que está nele a solução para as grandes mazelas do mundo, mais você odiará A Revolta de Altas.

Eu obviamente amei!

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Na Minha Estante: Muriel Barbery, “A Elegância do Ouriço”

A Elegância do Ouriço chegou a minha casa como um presente dado a minha genitora. Aí, Primogênita também leu e adorou.

Assim, acabou nas minhas mãos.

Sugiro, honestamente, que logo esteja na de vocês.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O livro de Muriel Barbery é de uma delicadeza maravilhosa.

De acordo com a Companhia das Letras:

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou – por que não? – duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

Em outro momento:

As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.

Um história de amizades improváveis, fala sobre arte, literatura e cinema com uma inteligência adorável e um humor ácido maravilhoso, que super recomendo a todos vocês.

Entrou tranquilamente na minha lista de favoritos!

Ótimo, ótimo, ótimo!

Volto mais tarde | Ao som de Pato Fu – Me Explica |

Na Minha Estante: Ricardo Lísias, “O Céu Dos Suicidas”

O Ricardo Lísias já foi “alvo” de quatro posts aqui no words of leisure:

Dicas de Leituras: Divórcio (o meu favorito, entre esses)

Dicas de Leitura: A Corrida

Dicas de Leituras: Carta ao Governador

Review – Livros: Granta e “Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros”

Foi justamente a leitura de todos esses que me fez, na minha última visita à São Paulo, sair da incrível Livraria Cultura com O Céu dos Suicidas nas mãos. Afinal, já era fã do cara por conta da Revista piauí.

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Na Minha Estante: Daniel Galera, “Barba Ensopada de Sangue”

Quando postei sobre a Revista Granta, comentei que o texto do Daniel Galera, Apneia, foi um dos que mais gostei.

Eu e a minha barba.....
Eu e a minha barba…..

Tanto que não pestanejei e comprei o livro do qual este era seu primeiro capítulo, que tem o assustador título de “Barba Ensopada de Sangue”.

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Na Minha Estante: Leandro Narloch, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”

Minha atenção foi fisgada por esse livro desde que fiquei sabendo dele, no ano passado. Duas palavras me atraíam fortemente: politicamente incorreto. Adoro.

Mas foi neste ano, em um happy hour com colegas de trabalho, após uma discussão visceral entre alguns dos participantes que a decisão da compra ficou inadiável.

Minha mão e meu livro…

Sim, eu sou mais uma das pessoas que acham que o mundo é infinitamente mais interessante pelas perguntas que nos faz do que pelas respostas que nos apresenta.

E o Leandro Narloch conseguiu me trazer questionamentos em todos os capítulos do livros (alguns mais que outros, óbvio), e já virei fã do rapaz simplesmente por isso.

Ao ler o Guia eu tinha ânsias de estudar a História do meu País toda de novo.

Aliás, essa era uma das únicas disciplinas que eu gostava na escola, mas ainda assim, me incomodava o fato de que antes mesmo de entrar na faculdade de Relações Internacionais, eu sabia muito mais da História mundial que a do Brasil.

Esta é mal dada, né? E olha que eu frequentei um dos melhores colégios de Belo Horizonte.

De todos, o capítulo que mais me impressionou foi, sem dúvidas, o relacionado à Guerra do Paraguai.

Leandro afirma: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles  estudiosos, e sim uma provocação“.

Ele me provocou por completo, pois, se tudo aquilo que afirma for o mais próximo do que verdadeiramente aconteceu, deveremos todos queimar os livros que nos deram para estudar, afinal, a discrepância é gigante.

Outros capítulos que eu gostei muito foram EscritoresSambaImpério.

Leandro Narloch conseguiu me deixar nervosa, aflita, instigada.

Devorei o livro rapidinho.

Recomendo.

Aos que gostam de ser provocados, claro.

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Na Minha Estante: J.P.Cuenca, “A Última Madrugada”

Neste final de semana, eu acabei de ler “A Última Madrugada”, do João Paulo Cuenca.

Não é a primeira vez que falo do Cuenca aqui no words of leisure. Mas ao contrário do estranho e ótimo O único final feliz para uma história de amor é um acidente, A Última Madrugada é um livro de crônicas, de belas crônicas. E eu amo esse gênero narrativo.

Publicadas entre 2003 e 2010 na Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil e O Globo, elas foram editadas e devo dizer:

O Cuenca entra para a minha lista de autores que tem uma bela forma de “vender” o Rio de Janeiro para quem o lê. E Paris. Sensação que dá é aquela de querer ir para o Leblon e ir aos bares, ruas, boates mencionadas.

Acho que é necessário ter cabeça para aceitar novos autores da literatura brasileira. Não, esse não é um post que pede a todos a largarem Machado, Clarice, Graciliano. Mas, aceitar o que vem de novo, faz parte da vida. Ou deveria fazer.   

Algumas crônicas eu, simplesmente, gostei.

Outras, adorei.

E outras, mexeram muito comigo, principalmente a que dá nome ao livro. Belíssima.

“É que a única medida do tempo só poderia ser esta: não um segundo, mas o instante que demoramos para esquecer um sonho.” (Trecho de A Medida do Tempo)

A espera mais solitária é aquela que não tem nenhuma reciprocidade.” (Trecho de A Espera)

São crônicas curtas e fáceis de ler. Um livro delicioso.

De um interessantíssimo autor.

Foto que tirei do belo Cuenca aqui em Belo Horizonte, no dia 08/05, graças ao Sempre um Papo.

Recomendo bem.

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Na Minha Estante: Leila Ferreira, “A Arte de Ser Leve”

No início de janeiro eu fiz um post sobre os 6 livros para chacoalhar sua carreira em 2012.

Lá escrevi: “Quem quiser me dar os 5, exceto o da Viúva Clicquot (que a primogênita tem), eu aceito.”

Não é que funcionou? Já tem algumas semanas que acabei de ler o A Arte de Ser Leve, da Leila Ferreira, mas só agora consegui sentar e escrever a respeito.

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Na Minha Estante: J.P.Cuenca, “O Único Final Feliz Para Uma História De Amor É Um Acidente”

Nossa, como eu demorei para escrever sobre o livro “O único final feliz para uma história de amor é um acidente”.

Eu terminei de lê-lo há algum tempo (inclusive, já finalizei outro), mas por motivos desconhecidos, posterguei bastante o meu comentário.

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Já conhecia alguns textos do João Paulo Cuenca, mas o que me fez comprar o livro foi a participação dele no Estúdio I, da Globo News, que eu adoro.

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Na Minha Estante: Patti Smith, “Só Garotos”

O que fazer quando algumas das certezas que você tem na vida são seriamente questionadas? Como se reage a isso?

Não, eu não penso que, no auge dos meus 27 anos, eu tenha crenças que jamais serão mudadas. Mas, ainda mais por ser metida a sabichona, sou convicta de certas coisas, como: não acredito em alma gêmea, pessoas que foram feitas umas para as outras, entre outras. Essas, especificamente, foram colocadas em cheque ao ler o maravilhoso “Só Garotos”, da Patti Smith, vencedor do Prêmio Nacional do Livro dos EUA, em 2010.

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Capa do “Só Garotos”

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Na Minha Estante: Alexandra Szafir, “desCasos”

Ganhei, no meu aniversário, de uma grande amiga um livro chamado “desCasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos”, de Alexandra Lebelson Szafir.

É uma obra pequena, 82 páginas, que eu li em “uma sentada”, algumas semanas atrás. Não tanto pelo tamanho, mas sim pela qualidade, afinal a leitura é fácil, interessante e bem didática.

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Meu desCasos

A autora conta em curtos casos as mazelas do sistema penal brasileiro. São historietas impressionantes, que vão desde juízes dormindo durante sessões, erros grosseiros de advogados que não merecem o título que carregam, visitas a presídios fétidos e casos de tortura, entre outros.

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Na Minha Estante: Eric Clapton, “A Autobiografia”

Passei a minha virada de ano na companhia de um homem incrível: Eric.

Mr. Eric Clapton. Ou Slowhand. Ou Deus.

Ps: antes de ser uma demonstração de carência, isso nada mais significa que eu gosto de ler quando estou na praia descansando.

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“Clapton: the autobiography” foi publicado por aqui pela Editora Planeta do Brasil e recebeu a sensacional tradução “Eric Clapton: a Autobiografia”. Apesar de ser de 2007, só coloquei minhas mãos nele no finalzinho de 2010. Quando o fiz, o vendedor falou: “Esse livro deveria vir com todos os álbuns que ele cita…. e com uma guitarra, acoplados”. A mais pura verdade.

O tempo em que demorei para comprar foi inversamente proporcional ao que me tomou para ler. O fato dele ser muito bem escrito não é surpreendente, visto que quem o fez é o cidadão que compôs, nada mais nada menos, “Tears in Heaven”, “Circus”, “Wonderful Tonight”, “Layla”, etc.

Uma das coisas que mais me cativou na história foi a impressionante forma em que o Slowhand relatou seus vícios em heroína e álcool, seus amargos relacionamentos amorosos, o seu ponto de vista sobre os maravilhosos Yardbirds, Cream, Blind Faith, Derek and the Dominos e, claro, sua carreira solo. Sua sinceridade para “confessar” seus momentos de arrogância, de medo só o tornou, pra mim, mais ídolo que já era.

Antes de começar a ler, eu esperava com ansiedade chegar em certos pontos, como: os relacionamentos com Carla Bruni e, principalmente, Pattie Boyd; a amizade com Jimi Hendrix e George Harrison e, como não poderia deixar de ser, a morte de seu filho Conor Clapton. O capítulo dedicado ao menino, inclusive, me levou a chorar rios no meio da Praia de João Fernandes.

Ao acabar de ler tive uma vontade absurda de conhecer mais profundamente ídolos do Eric, como Robert Johnson, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis, Little Richard. E mais do que isso, o Sr. Clapton me fez, em poucos dias, querer algo que eu nunca realmente quis nos meus 27 anos ouvindo o bom e velho rock n’ roll: querer aprender a tocar guitarra! Nem que fosse só para começar a compreender o intenso caso de amor entre esse homem, apelidado de Deus, e aquela que ele cita como a sua maior companheira de vida, nos altos e baixos.

Uma verdadeira aula de blues, de rock…de sinceridade…..de vida.

Volto mais tarde | Ao som de Eric Clapton – Layla |