Meu Ingresso: Não somente vi o Garbage mas conversei com a banda!

Jamais imaginava abrir meu coração dessa forma, em um post aqui no blog. Eita. Por isso ele ficou grandinho. 

Eu não posso falar que tive uma adolescência difícil. Afinal, só por ter tido casa, comida e roupa lavada, ela foi muito mais fácil do que a de, pelo menos, 70% da população mundial*.

Mas o que posso falar é que, definitivamente, não foi a época mais legal. Afinal, quando se passa dias indo a escola sem conversar com absolutamente ninguém; tendo notas absurdamente frustrantes; não se interessando por nem 5% do que os seus colegas faziam; sem ter nenhum rapaz que olhasse de volta e pensando que tinha algo errado comigo; não dá pra falar que eu estava dando saltinhos de alegria e mergulhando em mar de rosas, né?

E, por que escrevo isso?

Porque isso é muito relevante para que se entenda a importância que o Garbage tem na minha vida.

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Acervo Pessoal

E eu pude vê-los na última quarta. Na grade! E conhecê-los!

Muito mais um sonho realizado.

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Meu Ingresso: Eric Clapton: Seres paranormais existem. É a única explicação.

Quando escrevi sobre o (excelente) show do Tears For Fears, contei que fiz a contagem regressiva para o mesmo porque estava em estado de semi-depressão por não ir ao show do Eric Clapton. Mas aos 40 minutos do segundo tempo, tudo mudou e lá fui eu, acompanhada pela primogênita….

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(Marcos Hermes/VEJA)

A minha história de verdadeira adoração ao Sr. Clapton, (a.k.a. Deus), é relativamente recente. Por mais que eu gostasse demais das músicas dele, desde que me entendo por gente, não conhecia muito.

Mas tudo mudou depois que li a sua autobiografia, que foi tema do meu primeiro post, de fato, aqui no words of leisure. A partir dali, a admiração deixou de ser apenas relacionado a um dos melhores guitarristas da história para ser uma que diz respeito ao HOMEM. Sim, um que cometeu erros absurdos mas que deu algumas voltas por cima que o tornam um dos meus maiores ídolos, hoje.

Com esse espírito, fui para o Morumbi com a minha irmã e o pessoal da Oikos Tour Operator*, aonde fomos agraciados pelo incrível show de abertura feito pelo Gary Clark Jr! Eu, normalmente, odeio a ideia de ter que assistir esses shows e esperar pelo artista principal. Mas o rapaz me provou o contrário e fez uma performance que me deixou de queixo caído. Um incrível guitarrista, muito visceral. Já fui atrás e super recomendo o The Bright Lights EP. Abaixo, o vídeo da música Bright Lights.

Quando Eric Clapton entrou no palco e começou a tocar Key To The Highway eu entendi que estava pra viver um dos momentos que contarei para filhos, netos, bisnetos….

O apelido de “Deus” não foi dado por mim, mas o que tenho a dizer é que eu não discordo dele. O que o Slowhand faz com a guitarra não é humano. Não pode ser. Um talento daquele não é normal.

Em Old Love, vivi algo único na minha vida. Estava lá, babando ao ver o homem tocar quando, de repente, vi que estava chorando. Não senti a emoção vindo tampouco tentei controlar. Simplesmente chorei, por conta de uma das coisas mais bonitas que vi em toda a minha vida.

O meu único pesar foi ter visto Layla sendo tocada acústica. Sim, ela continua maravilhosa, uma das minhas músicas favoritas na vida. Saber que seria tocada assim, previamente, diminuiu a tristeza, mas não tem como: queria a versão Derek and the Dominos. O riff inicial é antológico! Fica pro próximo. Farei o “esforço” de ir a shows do Eric Clapton, enquanto for possível, só para ver a versão abaixo. Uma das coisas mais lindas da história da música.

 

Ps: Olha o baterista do Paul ali! :-)

Um set list que durou 1:40, de um artista tímido, que pouco conversa com o público, mas não tem problema. Não precisa. A guitarra fala por ele…

Que ano incrível esse de 2011, que eu vi dois mitos da música e estou para ver o terceiro. Agradecimentos ad eternum.

Demorei para escrever esse texto porque não queria escrever com pressa, queria fazer jus a um show que entrou para o Top 3 da minha vida. Não acho que fiz, mas tentei.

Set List

“Key To The Highway”

“Tell The Truth”

“Hoochie Coochie Man”

“Old Love”

“Tearing Us Apart”

“Driftin’ Blues”

“Nobody Knows You When You’re Down and Out”

“Lay Down Sally”

“When Somebody Thinks You’re Wonderful”

“Layla”

“Badge”

“Wonderful Tonight”

“Before You Accuse Me”

“Little Queen of Spades”

“Cocaine”

Bis

“Crossroads”

* Momento “propaganda voluntária” mesmo, afinal, a excursão foi muito boa! Recomendo!

Volto mais tarde | Ao som de Derek And The Dominos: “Layla And Other Assorted Love Songs” |

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