Dica de Livro: The Five, da Hallie Rubenhold

Era com esse post que eu queria ter retomado o blog.

Acervo Pessoal

Fiquei sabendo da existência do The Five pela Magê Santos, que já apareceu no wol, nesse post aqui. Ela divulgava em suas redes, no ano passado, o crowdfunding feito pela bela Editora Wish.

O que mais chamou a minha atenção foi uma frase que era mais ou menos assim: “o livro que busca dar dignidade às vítimas do Jack, o Estripador”.

Até então, o meu conhecimento era que ele tinha matado prostitutas, afinal, isso que sempre foi dito por aí, né?

Aí, entrei no financiamento e aguardei que meu livro chegasse para conhecer a história dessas mulheres, cujos assassinatos foram tão crueis. Mesmo com o receio de como os momentos finais seriam retratados.

Estou aí no meio dos agradecimentos. Acervo Pessoal.

Ao recebê-lo, era impossível não ficar encantada pela execução da Wish. O livro é primoroso em sua edição.

Acervo Pessoal

Mas, indubitavelmente, as histórias falam mais alto que tudo.

A forma em que a autora pesquisou a história de cada uma é louvável, ainda mais quando se pensa no acesso à informação da época e, para piorar, de mulheres que viviam na pobreza.

Pelas histórias de Mary Ann Polly Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly somos apresentados a um outro lado daquela Inglaterra rica e poderosa que estudamos em nossas aulas de História. Um que é paupérrimo, em que as pessoas viviam em condições subumanas de higiene e de precariedade habitacional absurda.

Por todo o tempo, eu me perguntava: “o que essas mulheres viveram, fizeram, falaram, o que as levaram a estar naqueles dias específicos, horários e locais, para um fim tão cruel?”. Particularmente, a história da Annie Chapman foi a que mais me tocou, mas são todas muito tristes.

The Five é um livro de 400 páginas, que eu li em menos de uma semana. Desnecessário dizer que tem uma forte carga emocional.

Mas, a autora é extremamente bem-sucedida no seu propósito de dar dignidade a essas mulheres, sendo muito respeitosa a elas. Tanto ao retratar suas vidas, quanto seus momentos finais.

Super recomendo a leitura.

Fica a dica.

Volto mais tarde | Ao som de The Corrs – Borrowed Heaven | #twitternomore

Tirinha do Dia: A Batalha Entre o Filme e o Livro

Não sei a fonte
Não sei a fonte.. Tem um símbolo no canta superior esquerdo, mas não sei o que é.

Amo os dois, mas faço muito mais uso do vermelhinho…E sim, cheira bem demais!

Volto mais tarde | Ao som de Supergrass – Late in the Day |

Na Minha Estante: Granta, “Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros”

Quando fiquei sabendo do lançamento da edição da Granta e “Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros” fiquei super animada para ler (como falei aqui).

Tinha dois autores como foco principal: o primeiro era um dos alvos do meu amor platônico, João Paulo Cuenca. Ele já foi tema de dois posts: A Última Madrugada, O único final feliz para uma história de amor é um acidente.

O outro era o Ricardo Lísias, que já teve três posts: Divórcio, A Corrida e Carta ao Governador.

A minha Granta!
A minha Granta!

Mas sabia eu as belas surpresas que me esperavam ao ler a revista.

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Tirinha do Dia: Crianças Com Livros

“Um livro nas mãos de uma criança pode levá-la a voar por mundos de fantasia, imaginação, de magia… e chegar a transformar este encontro em um verdadeiro turbilhão de sensações, vozes e ruídos.”

Verdadeiro.

Retirado da página do Facebook: Pense de Novo.

Volto mais tarde | Ao som de Dan Croll – From Nowhere |

Na Estante: Quais Livros Sobre Inovação São Bons Para Empreendedores?

A Revista Exame publicou dicas de livros para aprofundar os conhecimentos sobre inovação, um dos meus temas favoritos nos últimos tempos.

Fonte: exame.com.br

Entre eles, “As Dez Faces da Inovação”, que eu já ouvi falar que é muito bom. Mas não posso dar a minha opinião, porque ainda não o li.

Para ver os outros, clique aqui.

Volto mais tarde.

Ao som de Kasabian – Let’s Roll Just Like We Used To

Na Minha Estante: Jamie Oliver Na Minha Casa

Todos que convivem com a minha família sabem a paixão que temos por comida! Por um bom almoço, jantar!

Já tem uns 10 anos que o Jamie Oliver entrou nas nossas vidas de forma bem absurda! E nos ajudou a diversificar e incrementar essa paixão!

Esses são os livros que temos aqui em casa. Sintam-se à vontade de nos presentear com os outros, ok? (Acervo Pessoal)

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Download: Guggenheim Libera Acesso Grátis a 65 Livros

Quem me deu essa dica foi a Carol, do Eu Três Vezes:

O site do museu Guggenheim libera acesso grátis a 65 livros de arte moderna, do seu acervo.

Acho que dá pra se esbaldar bem! Clique aqui e desfrute. Não sei se é por tempo limitado ou não.

Valeu, Carol!

Volto mais tarde

Ao som de Soundgarden – Pretty Noose

Download: 120 Livros Acadêmicos Para Download Gratuito

Olhem só que bacana.

“A Universidade Estadual Paulista (UNESP), através da Cultura Acadêmica (um dos braços de sua editora principal), está disponibilizando 120 títulos acadêmicos em formato digital para download gratuito. Os livros estão divididos em 23 áreas do conhecimento e são voltados para estudantes de graduação e pós-graduação que precisam de material de apoio para desenvolver projetos acadêmicos.” (Fonte: Universia)

Para quem quiser conferir, clique aqui.

Volto mais tarde.

Ao som de Madonna – Frozen

Na Minha Estante: J.P.Cuenca, “O Único Final Feliz Para Uma História De Amor É Um Acidente”

Nossa, como eu demorei para escrever sobre o livro “O único final feliz para uma história de amor é um acidente”.

Eu terminei de lê-lo há algum tempo (inclusive, já finalizei outro), mas por motivos desconhecidos, posterguei bastante o meu comentário.

acidente

Já conhecia alguns textos do João Paulo Cuenca, mas o que me fez comprar o livro foi a participação dele no Estúdio I, da Globo News, que eu adoro.

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No iPod: Música e os Livros

O João Paulo Cuenca (que logo voltará a ser mencionado neste blog) colocou no twitter dele o link para o post: Livros que viraram música, do blog ‘Pra fora’.

Fonte: tcsdesigner.blogspot.com

Como são duas das coisas que eu mais amo no mundo, que foram colocadas juntas, eu adorei o resultado e compartilho!

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Cinema: Uma “Nova” Visão Sobre os Smurfs

Eu já tinha visto coisas parecidas na internet mas, agora, as fronteiras dela foram ultrapassadas. O autor Antoine Buéno lançou o livro “Le Petit Livre Bleu” (O Pequeno Livro Azul), no qual retrata os Smurfs como antissemitas e racistas.

Antissemitas, totalitários e racistas? Sério?

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Na Minha Estante: Patti Smith, “Só Garotos”

O que fazer quando algumas das certezas que você tem na vida são seriamente questionadas? Como se reage a isso?

Não, eu não penso que, no auge dos meus 27 anos, eu tenha crenças que jamais serão mudadas. Mas, ainda mais por ser metida a sabichona, sou convicta de certas coisas, como: não acredito em alma gêmea, pessoas que foram feitas umas para as outras, entre outras. Essas, especificamente, foram colocadas em cheque ao ler o maravilhoso “Só Garotos”, da Patti Smith, vencedor do Prêmio Nacional do Livro dos EUA, em 2010.

so-garotos
Capa do “Só Garotos”

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Na Minha Estante: Alexandra Szafir, “desCasos”

Ganhei, no meu aniversário, de uma grande amiga um livro chamado “desCasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos”, de Alexandra Lebelson Szafir.

É uma obra pequena, 82 páginas, que eu li em “uma sentada”, algumas semanas atrás. Não tanto pelo tamanho, mas sim pela qualidade, afinal a leitura é fácil, interessante e bem didática.

Meu desCasos
Meu desCasos

A autora conta em curtos casos as mazelas do sistema penal brasileiro. São historietas impressionantes, que vão desde juízes dormindo durante sessões, erros grosseiros de advogados que não merecem o título que carregam, visitas a presídios fétidos e casos de tortura, entre outros.

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Na Minha Estante: Eric Clapton, “A Autobiografia”

Passei a minha virada de ano na companhia de um homem incrível: Eric.

Mr. Eric Clapton. Ou Slowhand. Ou Deus.

Ps: antes de ser uma demonstração de carência, isso nada mais significa que eu gosto de ler quando estou na praia descansando.

biografia_eric_clapton

“Clapton: the autobiography” foi publicado por aqui pela Editora Planeta do Brasil e recebeu a sensacional tradução “Eric Clapton: a Autobiografia”. Apesar de ser de 2007, só coloquei minhas mãos nele no finalzinho de 2010. Quando o fiz, o vendedor falou: “Esse livro deveria vir com todos os álbuns que ele cita…. e com uma guitarra, acoplados”. A mais pura verdade.

O tempo em que demorei para comprar foi inversamente proporcional ao que me tomou para ler. O fato dele ser muito bem escrito não é surpreendente, visto que quem o fez é o cidadão que compôs, nada mais nada menos, “Tears in Heaven”, “Circus”, “Wonderful Tonight”, “Layla”, etc.

Uma das coisas que mais me cativou na história foi a impressionante forma em que o Slowhand relatou seus vícios em heroína e álcool, seus amargos relacionamentos amorosos, o seu ponto de vista sobre os maravilhosos Yardbirds, Cream, Blind Faith, Derek and the Dominos e, claro, sua carreira solo. Sua sinceridade para “confessar” seus momentos de arrogância, de medo só o tornou, pra mim, mais ídolo que já era.

Antes de começar a ler, eu esperava com ansiedade chegar em certos pontos, como: os relacionamentos com Carla Bruni e, principalmente, Pattie Boyd; a amizade com Jimi Hendrix e George Harrison e, como não poderia deixar de ser, a morte de seu filho Conor Clapton. O capítulo dedicado ao menino, inclusive, me levou a chorar rios no meio da Praia de João Fernandes.

Ao acabar de ler tive uma vontade absurda de conhecer mais profundamente ídolos do Eric, como Robert Johnson, Buddy Holly, Jerry Lee Lewis, Little Richard. E mais do que isso, o Sr. Clapton me fez, em poucos dias, querer algo que eu nunca realmente quis nos meus 27 anos ouvindo o bom e velho rock n’ roll: querer aprender a tocar guitarra! Nem que fosse só para começar a compreender o intenso caso de amor entre esse homem, apelidado de Deus, e aquela que ele cita como a sua maior companheira de vida, nos altos e baixos.

Uma verdadeira aula de blues, de rock…de sinceridade…..de vida.

Volto mais tarde | Ao som de Eric Clapton – Layla |