Esportes: A Morte do Barão

Quando li, ontem pela manhã, que o Barão faleceu, tinha certeza que o Flavio Gomes escreveria um bom texto a respeito.

flaviogomes

Não me decepcionou.

Barão.

“Não sejamos menos do que sinceros nessa hora. Não fosse Wilson Fittipaldi, o Barão, o Brasil não seria coisa alguma no automobilismo.” (…)

“E foi ele o pai de Emerson, o mais importante piloto da história do Brasil, o Rato, que saiu da cinquentinha para o Gordini, e para o Malzoni, e para o Fitti-Porsche, e para a F-Ford, e para a F-1, e para o bi mundial, e para a Indy, e para o bi nas 500 Milhas.”(…)

“Wilson Fittipaldi, o Barão, morreu num ano simbólico. O primeiro ano sem Jacarepaguá, o primeiro ano em que o Brasil tem apenas um piloto no grid da F-1 desde 1971 (em 1978 só Emerson começou, mas depois chegou Piquet). Talvez, Barão, o automobilismo que você criou esteja morrendo, também.”

Entrem no link acima para, além de ler o texto, ouvir o áudio do Barão narrando seu filho, Emerson, sendo campeão do mundo.

Emocionante.

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Esportes: Felipe Nasr e a GP2

Acabo de ler um post sobre O primeiro treino de Felipe Nasr na GP2, do blog World of Motorsport.

Não sabe quem é Felipe Nasr?

Ele é, nada mais, nada menos, que a única esperança do automobilismo brasileiro no curto e médio prazo.

Afundada em corrupção e má gestão, eu credito na conta da Confederação Brasileira de Automobilismo a falta de pilotos para seguir honrando o nome do Brasil no topo do automobilismo mundial, construído por monstros como Fittipaldi, Piquet, Senna.

E já que o Massa parece que não vai fazer mais nada e ainda não podemos afirmar muito sobre o Senna sobrinho, a perspectiva é absolutamente deprimente, visto não há mais categorias de bases por aqui. Aonde os talentos serão revelados?

O Nasr é bom, muito bom. Mas o problema é sempre o mesmo, que eu cito do blog do Flávio Gomes:

“Nasr mostrou muita competência na F-BMW e na F-3 Inglesa. E passou a ser, agora, a única aposta brasileira para o futuro na F-1.

Esse é o problema.

Quando se fala em aposta ufano-nacionalista, se fala em TV Globo, sempre ela. Todos devem ter notado que o acerto de Nasr com a Dams recebeu destaque incomum no “Jornal Nacional”. Nem é preciso conhecer demais o telejornal global para saber que piloto brasileiro acertando com uma equipe de GP2 não é notícia. Nenhum dos que passaram pela categoria no passado recente teve tal privilégio. O “JN” é apertado de tempo, normalmente só entram coisas muito importantes, ou que seus editores julgam importantes, e GP2 nunca esteve entre elas. Aí aparece o Felipe em horário nobilíssimo para ter o acordo anunciado em primeira mão. Pela Globo, claro.

É evidente que tem algum acordo comercial aí, mas tudo bem. E me parece claro que, de novo, neguinho começa tudo errado. Dá-se exclusividade à Globo em troca de espaço em telejornal e sabe-se lá quanto pelo “merchandising”. Foi assim com Senninha também. A Globo foi informada antes do anúncio da Williams, mas sonegou essa informação de seus telespectadores em troca do direito de fazer as primeiras imagens do piloto na fábrica e tal.

Que Nasr não se deixe seduzir por esse canto desafinado de sereia platinada. Preocupe-se em pilotar e crescer na profissão, não em fazer parte do “casting” da emissora. A Globo agiu assim por anos com Barrichello, doida para criar um ídolo-herói-com-muito-orgulho-com-muito-amor. Deu no que deu.”

Link para o post do Gomes aqui.

Quem viver, verá.

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