Coluna da Primogênita: Boston/Cambridge

Vamos mudar um pouco de assunto, ou melhor, de cidade? Resolvi intercalar umas dicas de Boston/Cambridge às de NY, para variar um pouco.
Boston e Cambridge são duas cidades vizinhas separadas pelo rio Charles.

Boston é o centro comercial e financeiro, Cambridge abriga as duas melhores instituições de ensino do mundo: Harvard e o Massachussets Institute of Tecnology, o famoso MIT. E são essas diferenças que, somadas, fazem da viagem um passeio maravilhoso!

Boston e Cambridge Foto: Arquivo Pessoal
Boston (abaixo, na figura) e Cambridge (acima).
Foto: Arquivo Pessoal

Eu e Viviane tínhamos um motivo muito especial para fazer essa viagem. Uma grande amiga dela, muito querida, mora lá há quase um ano e resolvemos unir a fome com a vontade de comer: rever uma pessoa querida e passear, conhecer um lugar novo. Antes de continuar: Fernandinha, já te agradecemos mas quero fazer publicamente. Muito obrigada! Nossos dias com você foram excelentes!

Mas, se você não tem ninguém por lá, então por que ir a Boston/Cambridge?
  • Se você gosta de história, a região foi o centro do processo separatista dos Estados Unidos da metrópole Inglaterra e um tour por lá permite entender muito dos valores que ajudaram o surgimento desta grande potência mundial. Do ponto de vista arquitetônico, os edifícios antigos, bem preservados criam um contraste super interessante com os arranha-céus atuais. Vibrei com tantas imagens bacanas!

    Foto: Arquivo Pessoal
    Foto: Arquivo Pessoal
  • Apesar de ser uma grande cidade, o verde está sempre presente e o cuidado dos cidadãos com os parques e monumentos é encantador! As pessoas ocupam e aproveitam esses espaços públicos, de forma civilizada e educada. Por todos os lados, há pessoas andando de bicicleta, correndo, mães passeando com os carrinhos de bebê…Ainda tem o Rio Charles, com seus velejadores sempre presentes, construindo uma paisagem tranqüila. É tudo muito limpo, bem cuidado e lindo demais!
Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

  • Antes que você pense que está tudo muito histórico, limpo, quase que tedioso, chamo atenção que há muitos jovens, de todos os cantos do mundo vivendo por lá! Abrigando uma quantidade grande de universidades disputadas, o motivo é mais que óbvio e garante o agito local.
  • E falando em universidades, o passeio em Cambridge é simplesmente imperdível! Harvard e o MIT são centros de excelência completamente diferentes um do outro e por isso, ambos merecem a visita! Harvard é clássica, com parques lindíssimos, foi lá onde presenciei o outono mais lindo da viagem! Se você assistiu a série Gilmore Girls e se, como eu, adorava as paisagens da cidade fictícia Stars Hollow e no caso, do campus de Yale, aqui foi o lugar que já cheguei mais próxima disso!
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Outono em Harvard Foto: Arquivo PessoalFoto: Arquivo Pessoal

  • Já o MIT, como instituto de tecnologia, apresenta uma arquitetura mais “modernosa”, contando, até mesmo, com prédios do arquiteto Frank Ghery (autor do projeto famoso do museu Guggenheim de Bilbao). Chique né?
Campus do MIT Foto: Arquivo Pessoal
Campus do MIT
Foto: Arquivo Pessoal

Minha impressão final de Boston/Cambridge é de se tratar das cidades americanas mais semelhantes à Europa, que já visitei até hoje. Valorização da educação, do conhecimento, da história, bem-estar social, bom aproveitamento do espaço público, associadas a diversão e paisagens lindíssimas! Aqui se sente o que é um país de primeiro mundo, o que é uma boa qualidade de vida!

Recomendo muito essa viagem e se você optar de fazê-la junto a um passeio a NYC, sugiro, veementemente, que a faça de trem. A viagem de quatro horas foi uma das mais bonitas que já fiz na vida, tudo tão lindo, que não consegui descolar os olhos da janela nem por um minuto!

Fotos: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Vontade de voltar!

Coluna da Primogênita: Exposições no Whitney Museum

O primeiro post desta nova série sobre Nova Iorque é sobre artes. Não que este seja um assunto que eu domine, mas gostei tanto dessas exposições que assisti “por acidente” e como elas têm data para acabar, esse foi o tema escolhido para a “estreia”.

Explico o “por acidente”: uma semana antes de chegarmos a NY, encerrou uma exposição sobre o Edward Hopper, no Whitney Museum, o que gerou uma certa frustração. Mas depois descobrimos que havia uma outra exposição, a qual havia algumas obras do artista. Alteramos os planos para o dia e seguimos rumo à Madison Avenue.

A exposição em questão era “American Legends: from Calder to O’Keeffe ” que retrata a primeira metade do século XX como o momento da história em que a arte norte-americana se tornou mais independente da Europa. Conta com obras de dezoito artistas yankees. Foi muito legal ver alguns quadros do Hopper (mesmo que poucos) e ainda, de quebra, nos encantar com outros artistas que não  conhecíamos bem. No meu caso, especialmente, o Stuart Davis. Amei!

Edward Hopper, New York Interior.
Fonte: whitney.org
Stuart Davis, Owl! in San Paõ. Fonte:whitney.org
Stuart Davis, Owl! in San Paõ.
Fonte:whitney.org
Outra boa surpresa foi a exposição que acontece no andar logo abaixo: “Robert Indiana – Beyond Love”. Mostra a carreira do artista, autor do iconográfico LOVE, que pode ser visto em instalações em várias cidades do mundo e até mesmo em estampas de selo.
Love, at Whitney Museum Foto: Arquivo Pessoal
Love, at Whitney Museum.
Foto: Arquivo Pessoal

O objetivo aqui é mostrar que o artista é muito mais que a famosa imagem. Abusa de cores, tipografias, vocabulários e símbolos comuns nas rodovias americanas para colocar em pauta temas difíceis como direitos humanos, preconceito e homossexualismo.  São imagens lindas, coloridas, para falar de temas pesados. Pop-art total!

Robert Indiana, The Demuth American Dream #5. Fonte: whitney.org
Robert Indiana, The Demuth American Dream #5.
Fonte: whitney.org
Gostei muito, muito mesmo! Em parte, talvez isso se deva ao aspecto da surpresa, pois não sabíamos direito o que esperar! Estávamos indo a um museu, não tão conhecido como outros da cidade, ver apenas alguns quadros de um artista querido e, de repente, fomos surpreendidas por obras incríveis! Talvez eu já esteja retirando esse elemento surpresa de vocês, leitores, mas é porque, apesar de menos óbvio no circuito de museus da cidade, o Whitney vale muito a visita!
A exposição do Robert Indiana vai até o dia 05/01/2014.
Infelizmente, este é o único post de exposições desta viagem! Isto porque sempre ficávamos deixando para ir aos museus no dia que o tempo ficasse pior, mas isso não ocorreu! Não consigo ver um dia lindo e ficar em um ambiente fechado!
Mas se você gosta de artes e quer ficar por dentro do que está rolando na cidade, sugiro, além do já várias  vezes citado aqui, blog do Pedro Andrade, o blog Taxi Amarelo, da Gisele Gueiros. Ela, inclusive, organiza viagens guiadas para os museus e galerias!
Para saber melhor sobre endereço, horários de funcionamento e outras informações, visite o site do museu: whitney.org.
Comentário da Viviane:
PS: Eu e primogênita vamos dividir os nossos posts sobre a nossa viagem, inserindo comentários nos textos alheios, como faço agora.
Sou bem ignorante no que se diz respeito a arte. Conheço o básico, artistas mais famosos e só.
Mas sei o que sinto quando vejo algo que me encanta, como quando me deparei pela primeira vez com Nighthawks, do Hopper.
hopper.nighthawks
Identificação à primeira vista, sem explicação. Essa é minha tela de fundo do meu computador, assim como outras pinturas dele. Claro que fiquei frustrada por não ter visto a exposição completa desse grande pintor, mas só de ver algumas telas, já fiquei muito feliz. Mesmo!
Felicidade essa que aumentou com tudo o que vimos no Whitney, supramencionado pela primogênita.
Como falei, não tenho nenhum conhecimento técnico de arte, então, esta vira emoção. E algumas coisas que vimos me impactaram muito. Não conhecia 99,9% do que vi ali e adorei.
Recomendo demais a visita a quem estiver na cidade.
Vale every dime.
Comentário feito…
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