Meu Ingresso: Não somente vi o Garbage mas conversei com a banda!

Jamais imaginava abrir meu coração dessa forma, em um post aqui no blog. Eita. Por isso ele ficou grandinho. 

Eu não posso falar que tive uma adolescência difícil. Afinal, só por ter tido casa, comida e roupa lavada, ela foi muito mais fácil do que a de, pelo menos, 70% da população mundial*.

Mas o que posso falar é que, definitivamente, não foi a época mais legal. Afinal, quando se passa dias indo a escola sem conversar com absolutamente ninguém; tendo notas absurdamente frustrantes; não se interessando por nem 5% do que os seus colegas faziam; sem ter nenhum rapaz que olhasse de volta e pensando que tinha algo errado comigo; não dá pra falar que eu estava dando saltinhos de alegria e mergulhando em mar de rosas, né?

E, por que escrevo isso?

Porque isso é muito relevante para que se entenda a importância que o Garbage tem na minha vida.

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Acervo Pessoal

E eu pude vê-los na última quarta. Na grade! E conhecê-los!

Muito mais um sonho realizado.

Quando escrevi sobre o show do Elton John, coloquei que a Primogênita é responsável por 35% do meu gosto musical. O Garbage entra nessa lista.

Eu me lembro dela me mostrar a banda e eu ver clipes como o de Vow, de Queer, e achar o máximo.

Mas foi quando a fluência no Inglês veio que a importância da banda cresceu.

Voltemos ao início do post.

Entender o que as músicas falavam teve uma relevância muito grande na minha vida. Ao ouvir uma mulher tão linda quanto a Shirley Manson, toda poderosa, sexy, com aquela voz foda, falar que não há nada de errado em ser diferente, as coisas se tornaram um pouco mais inspiradoras. Afinal, the trick is to keep breathing, né?

Até o show, a minha relação com o Garbage era muito mais nostálgica. Seus dois primeiros discos fazem parte do relato acima e, por isso, entram na lista dos discos mais importantes da minha vida. Os seguintes já não tiveram tamanho impacto, mas todos têm certas músicas que eu gosto demais.

Quando o disco atual, Strange Little Birds, foi lançado eu o ouvi algumas vezes. Mas não quis escutar demais porque estava frustrada: não seria possível vê-los, ao vivo, em NYC.

Mas, quando NYC não é possível, que venha New Jersey!

E, assim, peguei o trem e parti para o Starland Ballroom em Sayreville.

O lugar é muito pequeno, o que me permitiu ficar na grade. Para minha alegria, eles começaram logo com Supervixen, que é uma das minhas músicas favoritas. E tocaram várias que eu amo de paixão! Não dá pra ir uma por uma, mas foi fantástico.

Muito massa ver a Shirley cometendo vários erros e zoando de si mesma por isso. Além disso, ao falar sobre política, sobre as eleições aqui nos EUA, me fez pensar que pena que os adolescentes de hoje não têm referências como ela. Mulher foda. Foda. Conseguiu virar mais ídolo que já era.

O que mais me impressionou na banda foi a energia deles no palco. Parece que se entregam da mesma forma, independente se o público for pequeno ou em grandes estádios.

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Eu não conseguia acreditar que estava vendo-os de tão perto. A Shirley é absolutamente linda e incrível no palco. Eu fiquei em frente ao Duke Erikson e é impressionante o controle que tanto ele quanto o Steve Marker têm. Sem contar que o som é perfeito, parece disco.

O único ponto a lastimar foi a ausência do icônico Butch Vig, que não está participando da turnê por problemas de saúde.

Como falei antes, o setlist foi maravilhoso. Tocaram #1 Crush e eu quase morri!

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Repararam no detalhe do setlist?

Sim, autografado!

Ao final do show, eu tinha tempo para esperar o trem pra me levar pra NYC, então resolvi esperar pela banda!

E como valeu a pena! Apesar de eu ter quase petrificado ao vê-los, fotos rolaram. Não consegui falar tudo que queria pra eles, afinal seria o conteúdo desse post e eles não tinham tempo. Mas consegui falar que eles significavam demais pra mim.

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

As fotos não ficaram boas, mas que se dane. Até agora eu olho para elas e mal posso acreditar que os vi! E, sim, que vi a Shirley, que ela conversou comigo, foi super simpática. Ídolos de adolescência superando todas e quaisquer expectativas!

Tipo, isso é para a Viviane de 15 anos de idade.

E para a Primogênita, claro.

Faltou ela nisso tudo.

*- Estimando o número pra baixo.

Volto mais tarde | Ao som de Garbage |

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4 comentários em “Meu Ingresso: Não somente vi o Garbage mas conversei com a banda!

  1. Obrigada Vivi pelas referências! Gostei muito do texto mas mais ainda de saber a alegria que você sentiu! Se eles vierem em Dezembro nós vamos! Beijos

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  2. Muito boa a sua manifestação de apreço e reverência a estes marcos de sua vida. Sempre é muito bom quando os sonhos se tormam realidade. Bjs.

    Curtido por 1 pessoa

Comentários

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