Café & TV: Séries de TV, “Orange Is The New Black”

Quando escrevi sobre Veep aqui no words of leisure, falei sobre um comentário geral que tem sido feito nos últimos tempos, sobre como estamos vivendo uma era de ouro na televisão mundial.

A quantidade de séries de extrema qualidade que estão sendo feitas é, verdadeirmente, de impressionar.

Por exemplo, a própria VeepHouse of Cards, Mad Men, Game of Thrones, The Americans, The Good Wife, True Detective, a já encerrada Breaking Bad, entre outras.

Também está nessa lista: Orange Is The New Black (OITNB, para facilitar a vida)

Indubitavelmente, uma das séries mais corajosas que já se foi feita por aí!

Orange-Is-The-New-Black-Poster-Wallpaper 

Quando comecei a assistir as séries originais da Netflix, fui direto para House of Cards, enquanto a Primogênita começou com OITNB. Logo, ela começou a insistir:

“Você tem que ver! Tem que ver! É boa demais! Você vai gostar muito!”

Só que, assim como no caso de Veep, a quantidade de séries que já assistia não me permitia adicionar novas, até que veio a decisão de largar algumas para colocar outras. E, igual àquela da Julia Louis-Dreyfus, fui muito feliz na minha decisão.

Aos que não conhecem, OITNB conta a história de uma mulher de classe média americana que recebe uma setença de um ano em uma prisão (que não é de segurança máxima) por ter sido cúmplice do tráfico de drogas praticado pela sua ex-namorada, 10 anos antes da sentença.

O nome, que em uma tradução literal seria “Laranja é o nove preto”, mas que está mais para algo como “laranja é o novo pretinho básico”, ao fazer referência ao uniforme usado pelas prisioneiras.

A série já chama muita atenção logo na sua abertura, que não somente é ótima pelas imagens, mas é regida pela excelente You’ve Got Time, da Regina Spektor. Eu não gosto de traduções, mas nesse caso, vale a pena:

Os animais, os animais
Presos, presos, presos até que a gaiola fique cheia
A gaiola está cheia
Fique acordado
No escuro, conte erros
A luz estava apagada, mas agora ela está acesa
Procurando no chão por um pouco de sol
O sol está lá fora, o dia é novo
E todo mundo está esperando, esperando por você
E você tem tempo..

Mas a realidade é que a série manda bem em tudo: texto, produção, elenco!

Ah, o elenco!

Interessante demais ver que a aposta foi feita em atrizes majoritariamente desconhecidas do grande público.

A minha mais conhecida é a Laura Prepon e a inesquecível That 70’s Show (Hello Wisconsin!!!). 

O elenco tem muita sincronia e algumas atrizes, como a Uzo Aduba, me chocam constantemente com seus talentos.

Já sobre a história, a série é baseada no livro Orange Is The New Black, escrito por Piper Kerman, que foi presa por 13 meses e o escreveu para relatar sua experiência, sobre as histórias das outras mulheres que estavam com ela, os carcereiros, o sistema prisional, etc. Quem adaptou o livro foi Jenji Kohan, que criou a também polêmica Weeds.

Taylor Schilling, à esquerda, protagonista da série e Piper Kerman, a autora de ‘Orange is the new black’.

O retrato dessa população – a carcerária – é um verdadeiro soco no estômago.

Sim, ali são relatadas histórias de mulheres que em algum momento (ou, em vários momentos, dependendo de cada caso) cometeram erros e estão pagando por eles. Mas, não deixam de ser mães, irmãs, filhas, avós, etc. E que são totalmente esquecidas uma vez que são colocadas sob a tutela do Estado.

Também dá um outro olhar para as pessoas que trabalham no sistema, seja para aqueles que de fato gostariam de melhorar a situação daquelas pessoas que ali estão, mas também daquelas que lucram, e muito, com ele. O debate sobre a reinserção dessas pessoas na sociedade é igualmente bom.

Eu acredito que a prisão ali mostrada deva ser um paraíso frente às que temos aqui, ou mesmo frente às de segurança máxima. Mas, ainda assim, a ideia da privação da liberdade é algo que me aterroriza. Não dá pra imaginar. E, por isso mesmo, um soco no estômago atrás do outro, como falei.

Corrupção, tráfico de drogas, assaltos, assassinatos, vícios são alguns dos temas tratados. Ma,s uma das coisas mais legais é que, mesmo com uma carga emocional que já seria pesada pela sua essência, OITNB tem um humor maravilhoso.

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A série é incrível e eu não vejo a hora da terceira temporada começar (12 de junho). As duas primeiras estão plenamente disponíveis na Netflix e eu recomendo que quem ainda não viu, comece agora.

Só um alerta: sim, é uma série que se passa dentro de um presídio feminino. Sim, há muito sexo lésbico. Não, isso não deve ser um impeditivo. Apenas um alerta para pensar com quem assistir. Por exemplo, eu não assistiria com meus pais…Mas, sei lá, isso vai de cada um…

Abaixo, o trailer da primeira temporada.

Assistam.

Sensacional.

PS: post dedicado não apenas à Primogênita, mas também à Karla “Lenhadora de Bonsai”, que tanto ama essa série :)

Volto mais tarde | Ao som de U2 – The Hands That Built America |

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