Café & TV: Séries, “The Voice” – 7ª Temporada

Para começar esse texto, aviso: a 7ª temporada do The Voice americano foi a primeira que assisti na vida.

The Voice

Não tenho as outras temporadas como base de comparação.

Não tenho as versões brasileiras, britânicas, como base de comparação.

Não tenho outros programas de caça talento, do tipo musical, como base de comparação.

Quem acompanha o words of leisure já deve imaginar qual o motivo que me fez assistir a essa temporada, especificamente.

The Voice - Season 7

Óbvio, né?

Sim, toda a admiração que sinto pela dona moça Gwen Stefani me colocou em frente à TV todas as semanas para ver o desenrolar do programa.

Esse é o grande problema dessas competições: uma vez que se começa a assistir, você acaba querendo saber quem sai e quem fica. Aí o tempo vai passando e os episódios vão sendo todos assistidos. Semana após semana.

Antes mesmo de começar a assistir ao programa, a ideia de que os candidatos são selecionados com os coaches de costas, para que a voz seja o critério de escolha, me agradava.

Há quem não goste, beleza. Na realidade, são várias as críticas relacionadas a esse tipo de programa. Giram em torno, por exemplo, do pouco tempo que um artista tem para se mostrar e que seriam humilhados mundialmente quando não têm cadeiras viradas, ou quando não seguem em frente. Novamente, só vi a sétima temporada e não vi ali nenhum tipo de humilhação. Claro, há a decepção daqueles que não passam, mas não via os jurados sendo mal educados ou nada do tipo. Sem contar que quem se dispoe a participar desse tipo de programa sabe da possibilidade de não entrar. Como eu parto do pressuposto que estão ali por livre e espontânea vontade, ser recusado faz parte.

Outra crítica é a de que os participantes seriam apresentados a um nível de fama sem ter preparo nenhum pra isso, instantaneamente. Aí, eu até concordo mas, me pergunto: há preparo para isso?

Também há a crítica de que esses participantes teriam acesso a gravadoras e estrutura que outros levam anos (quando levam) para ter. Até aonde me consta, programas de talentos sempre existiram (Sílvio Santos que o diga), só que agora atingiram uma proporção gigantesca. Acho que o mundo funciona assim mesmo, com mudanças. A “moda antiga” é, de fato, muito mais charmosa, mas…

A diferença do The Voice para outras competições que eu já tinha assistido é que essa foi a primeira vez que vi um que depende de voto da populção. Project Runway, que eu acompanhei algumas temporadas, depende apenas dos jurados. Então, você sabe exatamente em quem concentrar sua frustração quando alguém que você gosta é mandado embora, por exemplo. No caso do The Voice, eu tinha um país para xingar e não gosto disso. Gosto de concentrar minha raiva, quando a sinto kkkk

Voltando à sétima temporada, eu me diverti acompanhando. É engraçado ver o relacionamento entre os quatro coaches, como eles usam o conhecimento que têm para ajudar os novatos. Também fui apresentada ao Blake Shelton, que não conhecia e achei um cara super divertido. O mesmo vale para o Pharell, que eu conhecia um pouco mais que o Blake, mas não muito.

O Adam Levine atendeu as minhas expectativas: absurdamente lindo, divertido e muito metido.

Já no caso específico da Gwen Stefani, sua participação apenas aumentou a admiração que sinto, apesar de achar que ela errou feio em alguns momentos importantes. Acontece, é a vida, ainda mais sendo a primeira vez dela.

Ao final, o que ficou muito claro pra mim, foi:

  • É muito fato que mulher não vota em mulher. Ver uma das concorrentes mais fortes, que mandou muito bem 99% do tempo, ser mandada embora sem chance de volta em um único erro, doeu;
  • A voz é O critério de seleção inicial, mas deixa de ser no decorrer do programa. Itens como afinidade entre o candidato e seu coach, beleza, carisma, entre outros, passam a pesar muito.
  • Também pesa a base de fã que o coach tem. Muito mais factível pensar em fãs do Maroon 5 votando compulsivamente para salvar alguém, simplesmente por ser do time do Adam Levine, que fãs do No Doubt, por exemplo.

Mesmo com críticas, a minha impressão final sobre o programa é positiva. É entretenimento e nada mais que isso. Eu não espero encontrar o próximo artista que vá amar na minha vida, ali.

Irei assistir a 8ª temporada? Não sei, honesmentamente. A Gwen saiu, volta a Christina Aguilera, que certamente tem voz, mas não tanto a minha simpatia. Poderia dar um voto de confiança e assistir, para ver se tiro a pequena birra que tenho com ela. Quem sabe?

O problema é que ver o programa exige se manter em dia, caso contrário a internet e seus spoilers estragam a graça da coisa. E os episódios são longos e duas vezes (até 3) na semana. Tenso.

PS: aproveito para deixar minha última crítica, dessa vez ao Canal Sony. Em plena época em que as pessoas estão cada vez mais migrando para o computador, manter um programa desse nos horários em que transmite é simplemente ruim. Fazer a transmissão 22:00; domingo e segunda; sendo que os episódios de domingo duram 2 horas; é sambar na cara de quem tem que acordar cedo para trabalhar/estudar.
A final é transmitida ao vivo, sem legendas, o que é legal demais! E por conta do fuso horário com Los Angeles, passará tarde aqui, compreensível. Mas até chegar à final, o programa tinha que ter horário mais decente que isso. Fica a dica para manter a audiência.

Abaixo, a apresentação dos quatro coaches ao início da temporada, que foi legal demais.

E vocês, o que acham?

Volto mais tarde | Ao som de Maroon 5 – Sugar |

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2 thoughts on “Café & TV: Séries, “The Voice” – 7ª Temporada

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