Música do Dia: Madonna – You Must Love Me

Todos sempre falam de Don’t Cry For Me Argentina, ao pensar no Evita.

You Must Love Me é a minha favorita. Linda demais.

Madonna - You Must Love Me

Deep in my heart
I’m concealing
Things that I’m longing to say
Scared to confess what I’m feeling
Frightened you’ll slip away
You must love me

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Dica de Leitura: Roger Angell, “Eu, Um Velho”

Recomendo, e muito, a leitura do texto “Eu, Um Velho“, escrito por Roger Angell e publicado na Revista Piauí.

Recomendo a qualquer pessoa que tenha contato mínimo com qualquer pessoa idosa.

Seja um vizinho, parente, amigo… Sei lá.

euumvelho-piaui

Eu tenho esse contato. Que está longe de ser mínimo, com a minha amada avó. Principalmente.

O texto me tocou muitíssimo, ao me fazer tentar colocar um pouco na pele delo autor. Na pele da minha avó. E na minha, daqui algumas décadas.

Cito o trecho que mais me marcou.

Nós, os matusaléns – mas, afinal, que espécie de criatura é essa, algo entre uma árvore e uma enguia? –, nós, os mais velhos, aprendemos um ou dois truques, entre os quais o da invisibilidade. Estou conversando com amigos de confiança – velhos amigos, ainda que na verdade não tão velhos assim: estão na faixa dos 60 – e, enquanto matamos o vinho, discutimos um assunto sério, como o aquecimento global em Nyack ou o travestimento de Virginia Woolf. Aproveito uma pausa e falo alguma coisa. Eles me olham com cortesia e então retomam a conversa exatamente no ponto em que haviam parado. Como assim? Com licença? Não acabei de dizer algo? Por acaso deixei a sala? Ou tive o que os neurologistas chamam de AIT – Acidente Isquêmico Transitório? Não era minha intenção dominar a conversa, mas algum tipo de reação cairia bem. Não nessa noite, porém. (Há conhecidas minhas que começaram a notar isso depois dos 50.) Quando menciono o fenômeno a alguém na minha faixa etária, recebo acenos de cabeça e sorrisos de confirmação. É verdade, passamos a ser invisíveis. Estimados, respeitados e até amados, mas não mais interessantes a ponto de valer a pena prestar atenção em nós. Você já teve a sua vez, tio; agora é a nossa.

Como de costume na Piauí, o texto não é exatamente curto. Não é dos mais longos, mas…

Vale muito a pena. Mesmo. De verdade.

Basta clicar na figura acima para acessá-lo.

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