Música do Dia: Keane – The Lovers Are Losing

Fechando a sequência de reclamações lançada após o post Review – Álbuns: Coletâneas do Keane, Killers e Dido e que teve:

Música do Dia: The Killers – Jenny Was a Friend of Mine

Música do Dia: Dido – Isobel

The_Lovers_Are_Losing

Como assim que o Keane não colocou The Lovers Are Losing, na sua coletânea?

Slipped away from your open hands
Into river
Saw your face looking back at me
I saw my past, and I saw my future

Essa eu não entendi mesmo, porque foi música de trabalho, né?

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Na Minha Estante: Ayn Rand, “A Revolta de Atlas”

Quem é John Galt?

Sabem como é encontrar um livro que serve para te dar forças frente a uma grande descrença com o mundo?

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Vira e mexe a Ayn Rand aparece no words of leisure, no Frase do Dia. Entre elas:

liberdade ayn rand

O fato é que queria eu colocar o Revolta de Atlas inteiro, aqui.

Afinal, quem é John Galt?

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Por muito tempo, eu via pessoas que pensam a política de forma parecida com a minha recomendar A Revolta de Atlas, mas sempre enrolava para começar. Afinal, procrastinar está na minha essência.

Com o passar do tempo e com a repulsa por várias coisas que tenho visto por aí, a leitura se fez cada vez mais necessária.

Afinal, quem é John Galt?

aynrand-corrupcao
Até que vi na sua contracapa:

“Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, A revolta de Atlas é um romance monumental.” (Amazon.com.br)

Mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia….

Aí, não tinha mais como postergar, né? Impacta ler o que está escrito ali…

Afinal, quem é John Galt?

Quando o comprei e vi seu pequeno tamanho, mais de 1400 páginas, não pude evitar o pensamento de que a autora teria que criar um argumento/enredo muito bom para manter o meu interesse. Rand faz isso de forma sublime, sublime, maravilhosa.

Os personagens são muito bem construídos, tanto para amá-los quanto para odiá-los, e a história é elaborada de forma que gera uma absurda vontade em saber o que acontecerá com o Estados Unidos retratado, em que aqueles que são os produtivos vão sumindo, dando espaço cada vez maior a um Estado intervencionista que priva os indivíduos de suas liberdades.
Ps: Acalmem-se! Não contei nada que a contracapa não tenha escrito.

Um livro sensacional, que só aumentou minhas convicções políticas e a necessidade de lutar por elas.
Não no words of leisure, afinal eu abri mão de falar de política aqui, em prol da minha saúde física e mental.

Leitura que será obrigatória aos meus filhos e netos.
Leiam também.
Já aviso: quanto mais você acredita que o Estado deva ser grande e interventor na vida das pessoas, ou então que está nele a solução para as grandes mazelas do mundo, mais você odiará A Revolta de Altas.

Eu obviamente amei!

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Dica de Leitura: Fernanda Torres, “Álvaro”

Gosto demais dos textos de ficção que são publicados na Revista piauí.

Demais, mesmo.

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O da última edição foi escrito pela Fernanda Torres e é o capítulo de abertura do seu livro.

Fiquei instigada para ler o resto.

Cito um trecho:

Morte lenta ao luso infame que inventou a calçada portuguesa. Maldito dom Manuel i e sua corja de tenentes Eusébios. Quadrados de pedregulho irregular socados à mão. À mão! É claro que ia soltar, ninguém reparou que ia soltar? Branco, preto, branco, preto, as ondas do mar de Copacabana. De que me servem as ondas do mar de Copacabana? Me deem chão liso, sem protuberâncias calcárias. Mosaico estúpido. Mania de mosaico. Joga concreto em cima e aplaina. Buraco, cratera, pedra solta, bueiro-bomba. Depois dos 70, a vida se transforma numa interminável corrida de obstáculos.

A queda é a maior ameaça para o idoso. “Idoso”, palavra odienta. Pior, só “terceira idade”. A queda separa a velhice da senilidade extrema. O tombo destrói a cadeia que liga a cabeça aos pés. Adeus, corpo. Em casa, vou de corrimão em corrimão, tateio móveis e paredes, e tomo banho sentado. Da poltrona para a janela, da janela para a cama, da cama para a poltrona, da poltrona para a janela.

Olha aí, outra vez, a pedrinha traiçoeira atrás de me pegar. Um dia eu caio, hoje não.

Para ler o restante, basta clicar na figura acima.

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