Música do Dia: Blur – The Universal

18 anos dessa música!

E menos de 2 meses para isso:

Mal posso crer…

Volto mais tarde.

Ao som de Blur – The Universal

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Coluna da Primogênita: C’est la Normandie!

O meu primeiro diálogo, ao chegar a Rouen, foi com o taxista e adivinhem sobre o que? O tempo, claro! E ele me falou a frase mais recorrente e justa de ser dita a qualquer pessoa que planeja conhecer a Normandia: “ Il pluît, c’est la Normandie!” (Chove, é a Normandia!). Não começo esse post assim para desanimar ninguém, mas como quem avisa, amigo é, achei prudente dizer isso, antes de começar os meus devaneios sobre as maravilhas desta região francesa! Portanto, na mala, vale levar galocha, trench coat ou uma capa de chuva, mesmo. Pois, independente da época do ano, pode chover a qualquer momento!

Dito isso, vamos para a parte boa da conversa. Ao começar a pensar sobre esse post, me perguntei: sendo a França um país tão cheio de atrações, por que sugerir ir à chuvosa Normandia? Se se pode ir ao Sul, com suas charmosas praias da Côte d’Azur ou fazer o roteiro dos incríveis castelos do Vale do Loire, ou tomar os vinhos mais famosos em Bordeaux, por que ir à Normandia? E aí conclui que o que não faltam são respostas a esta pergunta e tentarei enumerá-las a seguir:

1) Localizam-se nesta região dois dos lugares mais incríveis que já conheci, tipo tema de livros “Lugares para ir antes de morrer”. São eles, Étretat e o Mont Saint Michel. Simplesmente maravilhosos! Melhor ver imagens, do que falar….

Étretat Foto: Arquivo Pessoal.
Étretat
Foto: Arquivo Pessoal.
Étretat
Foto: Arquivo Pessoal
Mont Saint-Michel Foto: Arquivo Pessoal
Mont Saint-Michel
Foto: Arquivo Pessoal
Mont Saint-Michel
Foto: Arquivo Pessoal
2) A Normandia tem história: Joana D’Arc foi queimada em Rouen e o que não faltam são referências a ela, como mostrado neste post.
Na região costeira, ocorreu o famoso Dia D (06 de  junho de 1944), no qual tropas inglesas, americanas e dos demais aliados invadiram a França contra os nazistas, na Segunda Guerra Mundial. Várias referências a esse momento existem por lá! E a arquitetura é uma das expressões deste momento. O que me leva ao próximo item…
3) A reconstrução das cidades destruídas no período da guerra trouxe edificações mais modernas para região. Exemplo disso é a cidade de Le Havre, que contou com a ajuda do tupiniquim Oscar Niemeyer neste processo. Aqui, a paisagem é completamente diferente, com construções mais modernas, destoantes com a arquitetura normanda típica.
Le Havre - Le Volcan Foto: Arquivo Pessoal
Le Havre – Le Volcan
Foto: Arquivo Pessoal
Indo um pouco mais distante no passado, as catedrais da Normandia são um espetáculo a parte: Em Caen, a abadia de Saint-Étienne é um marco da arquitetura românica, precursora do estilo gótico.
O Mont Saint-Michel teve sua construção iniciada por volta do século X e desta época, datam algumas construções românicas. No século XIII porém, foi quando ocorreu a obra da grande abadia, em estilo gótico. Esses edifícios, construídos em uma ilha granítica, resistente às maiores variações de marés, fazem com que o local seja o 3o mais visitado da França e seja Patrimônio da Humanidade, pela Unesco. Escrevendo, eu nunca vou conseguir descrever a emoção de se chegar a um lugar assim! Tem é que comprar a passagem e ir, para saber!
4) Eu não entendo grandes coisas de arte por isso não escreverei muito para não correr o risco de errar. Mas uma coisa eu posso dizer com certeza: a Normandia respira Impressionismo. Claude Monet, um dos maiores nomes deste movimento, senão o maior, viveu em Le Havre e foi lá que começou a desenvolver seu gosto pela pintura. Várias paisagens da região serviram de inspiração para o artista, como as falésias de Étretait, a catedral de Rouen, o porto de Le Havre e claro, os jardins de sua casa em Giverny. Lá localiza-se o Museu do Impressionismo, onde toda essa história pode ser revista com mais detalhes.
Impossível passear por essas paisagens sem se remeter a essas pinturas!

Impression, Sunrise Claude Monet Le Havre
Impression, Sunrise
Claude Monet
Le Havre
Giverny  Claude Monet
Giverny
Claude Monet
5) Bem, mas se esse papo todo está ficando cult demais, podemos falar sobre Deauville, conhecida como a Riviera parisiense, onde a burguesia francesa, desde o século XIX, costuma curtir suas férias. A cidade abriga hotéis luxuosos, o Grand Cassino, e era “o” local para ver e ser visto. Os estilistas Chanel e Ives Saint Laurent eram frequentadores. As provas de equitação da cidade são famosas e garantem um charme a mais.
Deauville Foto: Arquivo Pessoal
Deauville
Foto: Arquivo Pessoal
Deauville Foto: Arquivo Pessoal
Deauville
Foto: Arquivo Pessoal
6) E por fim, mas não menos importante, não poderia deixar de dizer que na Normandia se come bem. Se não falasse deste assunto, essa não seria mais a Coluna da Primogênita! Há muito que se experimentar desde os queijos às incríveis tortas de maçã e até a polêmica sidra. Adorada pelos locais, confesso que foi uma das poucas coisas que não agradou meu paladar! No mais, só muita caminhada para salvar a comilança!
Enfim, dito tudo isso, espero que a Normandia tenha se tornado uma opção interessante para a sua próxima viagem! Eu, certamente, já fiquei doida para voltar!

Hoje…Algum Tempo Atrás: Os 18 Anos do The Great Escape, do Blur

Se hoje é comemorada a maioridade do The Great Escape, isso significa que eu celebro a minha maioridade musical…

Afinal, esse disco, juntamente com o (What’s The Story) Morning Glory, do Oasis, representa, pra mim, a época em que eu passei a gostar de bandas “por conta própria” e não mais exclusivamente por influência dos meus pais ou da primogênita.

blur_-_the_great_escape-front

Um dos álbuns mais importantes de um dos movimentos musicais mais sensacionais de todos os tempos, o Britpop. Também simboliza uma das rivalidades mais insanas da época, entre o Blur e os irmãos Gallagher.

Pessoalmente?

Eu me lembro horrores de ver Country House e achar aquilo simplesmente sensacional. E de ter a certeza que casaria com o Damon :-)

The Great Escape tem uma das minhas músicas favoritas na vida, The Universal, e eu mal posso acreditar que verei essas pessoas daqui alguns meses.

Amo o álbum do início ao fim e não poderia deixar essa data tão importante para mim passar em branco…

18 anos! Cacilda…

PS: Post dedicado às pessoas maravilhosas que conheci graças a essa banda…

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