Música do Dia: Jeff Buckley – Lover, You Should’ve Come Over

16 anos sem esse moço.

Sem esse brilhante moço.

Jeff Buckley - Lover, You Should've Come Over
Não consigo ler quem fez essa ilustração…

Volto mais tarde | Ao som de Jeff Buckley – Lover, You Should’ve Come Over |

Anúncios

Na Minha Estante: Muriel Barbery, “A Elegância do Ouriço”

A Elegância do Ouriço chegou a minha casa como um presente dado a minha genitora. Aí, Primogênita também leu e adorou.

Assim, acabou nas minhas mãos.

Sugiro, honestamente, que logo esteja na de vocês.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O livro de Muriel Barbery é de uma delicadeza maravilhosa.

De acordo com a Companhia das Letras:

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou – por que não? – duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

Em outro momento:

As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.

Um história de amizades improváveis, fala sobre arte, literatura e cinema com uma inteligência adorável e um humor ácido maravilhoso, que super recomendo a todos vocês.

Entrou tranquilamente na minha lista de favoritos!

Ótimo, ótimo, ótimo!

Volto mais tarde | Ao som de Pato Fu – Me Explica |

Dica de Leitura: Como Conversar Com Meninas e Meninos

O texto sobre como conversar com meninas foi amplamente divulgado nas redes sociais pouco tempo atrás.

Eu salvei para ler depois e só consegui fazer isso ontem.

original

Escrito pela Lisa Bloom e traduzido ao português pela Juliana MooreComo conversar com meninas me remeteu a algo que sempre me incomodou:

Quando perguntamos a uma pequena menina “como vai o namoradinho?” e ao pequeno menino “e as namoradinhas, como estão?“.

Eu fui a um jantar na casa de uma amiga na semana passada, e encontrei sua filha de 5 anos pela primeira vez. A pequena Maya tinha os cabelos castanhos e cacheados, olhos escuros, e estava adorável em seu vestidinho rosa e brilhante. Eu queria gritar, “Maya você é tão fofa! Veja só! Dê uma voltinha e desfile esse vestidinho rosa, sua coisinha linda!”

Mas eu não fiz isso. Eu me contive. Como sempre me contenho quando conheço garotinhas, negando meu primeiro impulso, que é dizer o quão fofas/lindas/bonitas/bem vestidas/de unhas feitas/cabelo arrumado elas são/estão.

Para ler o restante, que é muito bom, clique aqui. O bacana é que também existe o Como conversar com meninos, esse menos divulgado. Escrito e traduzido pelas mesmas moças, a lógica em torno dele é diferente. Por que os meninos lêem pouco?

Meu amigo Oliver tem 12 anos. De vez em quando eu dou uma folga para sua mãe solteira e ele vem passar um tempo na minha casa. Ele é ótimo andando de skate, dança super bem e irradia uma doçura angelical. “Você é uma boa pessoa”, ele me disse uma vez, do nada, e me deixou chocada. Ele sempre enxerga o melhor nas pessoas, embora seu histórico de vida inclua alguns anos num abrigo para sem-teto e um pai abusivo. Recentemente estive com Oliver num dia ensolarado da Califórnia. Estávamos na piscina comendo melancia e relaxando. Ele adora falar sobre seu Xbox e sobre vídeos do YouTube. Em vez de seguir com esses assuntos, perguntei a Oliver “Têm lido algum livro ultimamente?”. Como resposta, ele murmurou “Talvez”. Livros não são a coisa preferida do Oliver. Eu sei que ele prefere falar sobre basquete, ou sobre marcas de tênis, mas eu não podia, eu estava numa missão.

Esse ponto aqui é muito bom.

Crianças com pais que lêem por prazer são seis vezes mais propensos a fazerem o mesmo – e suas notas disparam. É por isso que eu falo sobre os livros que eu amo e pergunto sobre os seus favoritos sempre que posso. Estou intencionalmente mostrando para eles que livros e ideias são valorizados pelos adultos.

Para ler o restante, clique aqui. Leituras recomendadas.

Volto mais tarde | Ao som de Norah Jones – Not My Friend |