Música do Dia: Pink Floyd – Us and Them

Quarenta anos disso aqui!

Sem comentários.

Pink_Floyd_-_Us_And_Them_(label)

Us, and them
And after all we’re only ordinary men.
Me, and you.
God only knows it’s not what we would choose to do.
Forward he cried from the rear
and the front rank died.
And the general sat and the lines on the map
moved from side to side.
Black and blue
And who knows which is which and who is who.
Up and down.
And in the end it’s only round and round.
Haven’t you heard it’s a battle of words
The poster bearer cried.
Listen son, said the man with the gun
There’s room for you inside.

Volto mais tarde | Ao som de Pink Floyd – Us and Them |

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Esportes: F1 e a polêmica na Malásia

podio-malasia

Eu pensei em escrever um texto sobre a polêmica ultrapassagem do Sebastian Vettel sobre o Mark Webber na corrida da Malásia.

Mas aí li o post do Ivan Capelli (que não é o piloto) no seu blog e pensei: “Ah, ele escreveu exatamente o que eu penso…”

E aí vem a mais contraditória das situações: os espectadores e fãs, em geral, detestam jogo de equipe. Querem ver briga na pista, e ela houve. Mas ninguém gostou da atitude do tricampeão e houve uma espécie de compaixão por Webber, por mais que normalmente todo mundo queira mesmo que um piloto mande ordens de equipe às favas. Que vença o melhor, não é isso? Vettel não foi o melhor?

Não. Simplesmente porque ambos estavam em condições desiguais. Webber obedeceu ordens, reduziu a potência, diminuiu o ritmo. Vettel ligou o foda-se, passou e não deu ao companheiro a chance de brigar em igualdade. Foi traíra. E de traíra ninguém gosta.

Tipo isso. Para ler o restante, clique em Azedou de vez.

Tem também o post do Fabio Seixas: Sobre o duelo Vettel x Webber.

Vettel foi desleal quando colocou um carro com força total para duelar com outro meia-bomba. Foi uma disputa desequilibrada, sem igualdade de condições. Ele se aproveitou de uma informação interna, de uma ordem, desobedeceu-a e tirou vantagem. Fez uso da tão famigerada “lei de Gerson”. Webber mandou um dedo médio para ele após a ultrapassagem. Acho que, de cabeça quente, eu faria pior;

(…)

Por fim: a decisão de Vettel de ignorar a ordem é compreensível. O alemão tem aquele mesmo instinto de pilotos como Senna, Prost, Piquet, Schumacher, Alonso. Aquilo que, nas quebradas por aí, chamam de “sangue nos óio”. Aquilo que tanto faltou em pilotos brasileiros, gerando críticas e mais críticas. No calor da corrida, o sujeito simplesmente desliga o cérebro. Quer vencer e mais nada, mesmo que isso jogue pro ralo a corrida de sua equipe inteira. Acho que é isso que Vettel tenta explicar ao falar que “não foi de propósito”. Claro que foi. Mas foi quase inconsciente, foi puro instinto, tal a adrenalina do momento.

Vettel hoje entrou para a turma dos pilotos que citei. Em termos de talento, dos melhores. Mas cheios de atitudes controversas e anti-esportivas no currículo.

Do Flavio Gomes: Sepânguicas(4)

Aí, um dos dois não acata a instrução. No caso, Vettel. E coloca o outro numa situação de desigualdade, sem que ele saiba. Exagerando, seria algo como ter um motor com dois cilindros a mais. O que está na frente, Webber, acredita que o que está atrás, Vettel, fez o mesmo e “desligou” dois cilindros. Mas o que está atrás não fez o mesmo.

Aí é sacanagem. O que é combinado não é caro, diz o ditado. Se Webber soubesse que Vettel não tinha colocado seu motor para baixo, que não tinha entrado em “modo Multi 21″, não colocaria o seu, também. E teria chances iguais de ganhar a corrida. Aí aparece Vettel babando e acontece a briga — linda — na pista. Uma briga desigual, porém.

Finalmente, Victor Martins em Negaraku, 3:

As situações são bem diferentes. Webber andou tão rápido quanto Vettel durante a corrida toda e só baixou o ritmo porque veio uma ordem do rádio pedindo para tal. Havia ali uma combinação prévia entre as partes, certa e sabida pelos dois que deveriam saber, de que daquela forma deveriam terminar a corrida. Sebastian desobedeceu. Aos que já o comparam com Senna, que ele teria feito o mesmo, Schumacher, essa coisa toda, sim, é até válido comparar. Porque Vettel foi tão sujo e desonesto e sacana quanto todos estes que se tornaram ícones do esporte. E todo mundo teria de se pôr na situação, ou mesmo no seu trampo, se gostaria de ser passado para trás diante de uma palavra honrada de um colega de trabalho ou de sua empresa. Certamente haverão de achar que quem lhe passou a perna é um filho da puta inescrupuloso.

(…e o melhor):

E olha que isso não aconteceu com a Ferrari. Porque se tivesse ocorrido, putaquemepariu, a grita que se estaria fazendo agora chegaria a Brasília com uma série de liminares para que Dilma interviesse na F1. Todos os que estão achando lindo e maravilhoso o que Vettel fez certamente haveriam de ficar putitos se fosse Stefano Domenicali pedindo para que Massa deixasse Alonso passar porque Fernando está mais rápido que ele, ou ainda pedindo que Felipe segurasse a peruca e visse o espanhol deitar e rolar. “Ah, mas essa Ferrari é ridícula, que absurdo, como fazer isso com Massa, é ridícula”, mas como foi com Vettel, e ninguém deve abrir mão das vitórias, pode. Além de caráter, gente, critério é bom.

Mas depois disso tudo, ressalto:

Por mais que eu acha que o Vettel tenha errado, sou 1 milhão de vezes mais ele que o Webber e outros que não têm “sangue nos óio”.  Mas que não foi legal, não foi.

E o excelente Pilotoons, do Bruno Mantovani.

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Cinema: Os Dez Piores Nomes em Português de Filmes Estrangeiros

Divertida a lista feita pela revista Rolling Stones, com Os dez piores nomes em português de filmes estrangeiros.

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Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – Certamente há alguma pesquisa de mercado na qual se baseiam as pessoas que traduzem títulos no Brasil que diz que o brasileiro tem dificuldade de assimilar nomes próprios gringos e que isso fará do filme um fracasso. Só isso explica que Annie Hall, de Woody Allen, tenha se transformado em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (?!). Também entram nessa categoria “nomes de personagens”, por exemplo, Shane, batizado aqui de Os Brutos Também Amam (?!?!) eCalamity Jane – ou Ardida Como Pimenta(?!?!?!).

Para ver os outros, basta clicar no link lá em cima.

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Vídeo do Dia: Tender

É, o mundo dá voltas, mesmo!

Quem que acompanhou a maravilha da época do Britpop poderia imaginar esse momento? Ou esse nome, “Blurasis”?

Damon Albarn, Graham Coxon, Noel Gallagher e o não menos maravilhoso Paul Weller tocando Tender!

Muito amor, né?

Volto mais tarde | Ao som de Damon Albarn, Graham Coxon, Noel Gallagher & Paul Weller – Tender |

Hoje…Algum Tempo Atrás: O Lançamento do The Dark Side of the Moon

Um dos álbuns mais impressionantes da história completa 40 anos, hoje.

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Eu me lembro muito bem quando o ouvi pela primeira vez.

Estava no último ano da escola e um colega me emprestou. Fui pra casa, fechei meu quarto todo, deixei tudo escuro e deitei na cama.

Ao final, pensei: “se sóbria ele já dá essa viagem….””

Depois, lembro da cara de felicidade do meu pai, enquanto relatava meu encanto com aquela que é uma das bandas que ele mais adora.

O Ricardo Setti fez um histórico dessa primorosa obra em sua coluna:

Toda a mística, incluindo a misteriosa sincronia com “O Mágico de Oz”, e as assombrosas cifras de “The Dark Side of The Moon”; obra-prima do Pink Floyd completa 40 anos

Já o Gabriel Rolim relata A saga de ‘The Dark Side of the Moon’, música a música

Cito o que escreveu sobre uma das minhas favoritas:

Us and Them é a grande balada do disco. Conduzida no piano era, segundo a minha mãe e qualquer um que viveu a sua adolescência nesta época, a “música dos bailes”, aquela que você escolhe a sua “paquera” e pega pra dançar junto. Quer mais clima do que uma performance solo de saxofone no meio da música? Coros de vozes trazem ainda mais sentimento à canção.

Durante todo o mês de março, a página oficial da banda no Facebook publicou várias figuras baseadas na histórica capa:

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dark2

dark3

dark4

Para ver todas as outras, clique aqui.

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