Review – Shows: Barão Vermelho

Uma das coisas que acalmou as minhas angústias enquanto adolescente, alguns poucos (#soquenao) anos atrás, foi a compreensão de que o verbo que melhor acompanha a palavra “felicidade” não é o “ser” e sim o “estar”.

Por qual motivo falo isso, ao escrever sobre o show do Barão Vermelho?

Pelo fato de que ontem, 22.02.2013, entre as 22:00 e 00:30 (mais ou menos), eu estava muito, muito feliz.

Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Vez ou outra, em atos de amizade, eu acompanho pessoas que são razões do meu afeto em blocos de Carnaval, samba, etc.

Raramente, mas faço.

Mas não há momento, musicalmente falando, que eu me encontre mais do que em um show de rock.

E o que Roberto Frejat, Peninha, Guto Goffi, Maurício Barros, Rodrigo Santos e Fernando Magalhães despejaram ontem, aqui em BH, foram doses cavalares do sensacional rock feito pela banda, nos seus 30 anos de idade.

Com um público que lotou o ginásio e que devia ter uma faixa etária de uns 30-35, além daqueles que cresceram com banda, o show foi marcado por pessoas que cantavam todas as músicas, vibravam com todas, sem qualquer ameaça de encheção de saco.

Enchi o peito para cantar, junto com os amigos, entre outras:

“O teu futuro é duvidoso

Eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso
Que a palma da tua mão mostrou…

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora…”

ou

“Todo dia a insônia

Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão
É pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita…

Todo dia tem a hora
Da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora vão’bora…

Estamos bem por um triz
Pro dia nascer feliz”

Sem contar o tão maravilhoso que é ver a alma contestadora do rock não se vai com a idade. Foi sensacional ouvir o Frejar, ao cantar a incrível O Tempo Não Pára:

“Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro

Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

…Renan Calheiros… (e o público vibrou)

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para

Maravilhosa dose cavalar de rock, dos clássicos da banda às maravilhosas composições da carreira solo do genial Cazuza.

Tocaram “Codinome Beija-Flor” e eu chorei.

Faltou “Daqui Por Diante”, mas ok: fica para o próximo.

Saí do show morta, exausta…muito mais fã do que era da banda…e absolutamente feliz.

“Amor, meu grande amor

Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente…

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo…”

E assim, com esses momentos de felicidade plena, a gente vai vivendo.

Né?

Volto mais tarde.

Ao som de Barão Vermelho – Bete Balanço.

4 comentários em “Review – Shows: Barão Vermelho

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.