Dica de Leitura: O Impassível Sr. Darcy e a Companhia das Letras

Como falei ontem, uma das grandes obras literárias do mundo completou 200 anos: Orgulho e Preconceito.

Também comentei que várias homenagens estavam sendo feitas, principalmente na Inglaterra.

Por aqui, a Companhia das Letras deu show.

colinfirth

Primeiro, colocando citações do livro na sua página do Facebook.

PS: Leiam e imaginem aquele sotaque britânico, lindo, falando.

Companhia das Letras
Companhia das Letras
Fonte: Companhia das Letras
Companhia das Letras
Companhia das Letras
Fonte: Companhia das Letras

Ai, que livro delicioso.

Companhia das Letras
Fonte: Companhia das Letras

Sem contar o ótimo texto: “O Impassível Mr. Darcy“.

Cito:

“Numa noite invernal de 1995, jantei com o sr. Darcy num acolhedor restaurante italiano em Covent Garden. Mal toquei na comida, tão absorta em devorar o homem a meu lado. Seu porte era elegante, os gestos, a um só tempo, contidos e envolventes, os olhos, duas lagoas profundas nas quais seria um prazer afundar. Do que me lembro, apaixonei-me por Darcy pela primeira vez há uns vinte anos, e agradeci aos céus por ainda conseguir lembrar o que ele apreciava em uma mulher. “Seja jovial e interessante”, recomendei a mim mesma. Jovial e interessante. Como Elizabeth Bennet.

No restaurante, as mulheres faziam intricados desvios para chegarem ao lavabo, a fim de poderem passar rente à nossa mesa e olhá-lo de frente. Ele admitiu seu desconforto por ser o objeto desse tipo de fascínio vulgar.”

Sem contar o texto feito pelo Ivan Lessa, para a BBC Brasil:

Escrever bem escrevendo mal

Cito:

“Orgulho e Preconceito,Persuasão, Emma, Razão eSensibilidade, Northanger Abbey, para citar suas obras de 1811 a 1818, e que constituem o grosso – a bem dizer o fino – de sua produção literária, são estudados, adaptados para o cinema e a televisão, lidos e relidos não só para quem procura apenas uma boa leitura, mas todos aqueles que querem aprender.

Aprender o que é, e como se faz, literatura de primeira grandeza. Jane Austen é o modelo absoluto de se escrever bem.

Sabe-se agora que a moça – e peço perdão pela intimidade, pois nisso que dá se agarrar muito a seus livros – escrevia “mal”. Não só à beça e às pamparras, como também à bessa e às pampas.

A Jane Austen cabe a honra de ser modelo do que é um, ou uma, estilista. Talvez a maior estilista de todos os tempos, todas as línguas.

Vontade linda de ler o livro de novo.

Volto mais tarde | Ao som de Tears for Fears – Advice For The Young At Heart |

Anúncios

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s