Na Minha Estante: Leandro Narloch, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”

Minha atenção foi fisgada por esse livro desde que fiquei sabendo dele, no ano passado. Duas palavras me atraíam fortemente: politicamente incorreto. Adoro.

Mas foi neste ano, em um happy hour com colegas de trabalho, após uma discussão visceral entre alguns dos participantes que a decisão da compra ficou inadiável.

Minha mão e meu livro…

Sim, eu sou mais uma das pessoas que acham que o mundo é infinitamente mais interessante pelas perguntas que nos faz do que pelas respostas que nos apresenta.

E o Leandro Narloch conseguiu me trazer questionamentos em todos os capítulos do livros (alguns mais que outros, óbvio), e já virei fã do rapaz simplesmente por isso.

Ao ler o Guia eu tinha ânsias de estudar a História do meu País toda de novo.

Aliás, essa era uma das únicas disciplinas que eu gostava na escola, mas ainda assim, me incomodava o fato de que antes mesmo de entrar na faculdade de Relações Internacionais, eu sabia muito mais da História mundial que a do Brasil.

Esta é mal dada, né? E olha que eu frequentei um dos melhores colégios de Belo Horizonte.

De todos, o capítulo que mais me impressionou foi, sem dúvidas, o relacionado à Guerra do Paraguai.

Leandro afirma: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles  estudiosos, e sim uma provocação“.

Ele me provocou por completo, pois, se tudo aquilo que afirma for o mais próximo do que verdadeiramente aconteceu, deveremos todos queimar os livros que nos deram para estudar, afinal, a discrepância é gigante.

Outros capítulos que eu gostei muito foram EscritoresSambaImpério.

Leandro Narloch conseguiu me deixar nervosa, aflita, instigada.

Devorei o livro rapidinho.

Recomendo.

Aos que gostam de ser provocados, claro.

Volto mais tarde | Ao som de The National – Racing Like Pro |

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4 comentários em “Na Minha Estante: Leandro Narloch, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”

  1. Embora nada na história seja uma verdade absoluta. Esse livro é uma das mais patéticas narrativas ficcionais que eu tive (des)prazer em ter conhecimento. Erros conceituais grotescos, propositalmente distorcidos pra que pudesse se desenvolver uma trama cujos “mocinhos” fossem desmantelados.

    Se Zumbi tinha escravos, hemos de entender que não era no mesmo contexto o qual um senhor de escravos tinha. Mesmo que os índios se digladiassem em guerras tribais e escravizassem uns aos outros, nada se compara ao rasgo deixado pelo homem branco. Qualquer historiador(a) sério, sabe que não existe o “bem” e o “mal” numa perspectiva histórica. Isso é uma falácia criada pelo próprio autor (um JORNALISTA).

    Abraços

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