Esportes: Rafael Nadal, Pelo Prazer de Dar o Braço a Torcer

Hoje, os amantes do tênis foram presenteados com uma das mais impressionantes partidas de todos os tempos. Dois jogadores que, após mais de cinco horas de jogo, buscavam a bola como se tivessem acabado de entrar em quadra….

Mas eu não estou aqui para falar do grande campeão Novak Djokovic, mas sim do também vencedor, Rafael Nadal.

(Após tantas horas de partidas, acho que é bem injusto chamar de perdedor)….

Que bela imagem! Que jogo épico! Que benção ter visto!

Já falei aqui outras vezes que eu sei o quanto sou metida a sabichona, cheia de opiniões e tal. Sei bem quem são os músicos, os artistas, que mais gosto. O mesmo acontece com os atletas.

E justamente por ser assim, várias vezes eu me pego dando o braço a torcer para aqueles que inicialmente não gostei, mas que aos poucos foram me provando quão errada eu estava.

Exemplos? Maroon 5 (detestava quando eles começaram), Julio César (goleiro brasileiro), entre outros.

Mas um dos casos que mais me impressiona (porque dei tanto meu braço a torcer que nem mais braço ele mais é) é o do Rafael Nadal.

 

Comecei a acompanhar tênis por causa do Guga, mais ou menos na época que o vôlei dominava 100% da minha vida esportiva e o The Corrs da musical.

O brasileiro aposentou e logo achei um para torcer tanto quanto: Roger Federer (nada difícil né?).

Ele se encaixava facilmente na lista de atletas que eu gosto por possuírem uma característica única: fazem com que suas jogadas pareçam ser super fáceis e tranquilas de serem executadas. Que se eu entrar na quadra, farei o mesmo, já que tudo parece ser tão simples. Outro exemplo: Fernanda Venturini, óbvio.

 

Justamente por isso, quando o Nadal apareceu, e mais que isso, quando passou a ganhar do Federer, eu passei a detestá-lo. Grandão, que puxa a cueca antes do saque e, principalmente, que só sabia jogar no saibro!

(Detalhe: quem foi meu primeiro ídolo nesse esporte? Oh, hipocrisia minha!)

Pois bem, não é que o cara foi melhorando nos outros pisos, cada vez mais? E mais um pouco? Ali, o processo de torção começou, mas ainda assim não gostava do cara. Quando tirou de vez o Roger do primeiro lugar do ranking então…

Só que os anos foram passando e meu braço foi sendo torcido cada vez mais…afinal, tamanha garra não passava incólume…

E aí, o Djokovic apareceu! E a verdade é que é fácil torcer pra ele, afinal, é gente boa, super engraçado e cada vez mais jogando um tênis maravilhoso. Sem contar que, naquele momento, seria legal ver alguém destronar o Nadal, já que o Federer não estava conseguindo. E assim o sérvio o fez.

Sensacional!

Mas é como o comentarista da ESPN Brasil falou na transmissão de hoje: o tênis, para o Nadal, é mais difícil que para o Federer e o Djokovic. E é mesmo, ele demonstra estar fazendo um grande esforço enquanto joga. Um sofrimento até.

Mas foi justamente aí que me conquistou.

O cara é um monstro. Um touro. Nenhuma bola, nenhum set, nenhuma partida está perdida quando se pensa em Rafael Nadal.

 

Hoje, eu corri sérios riscos de ser assassinada pela primogênita, que não se conformava de que eu estava torcendo para o espanhol, sendo que já torci para o sérvio destroná-lo.

Mas o que acontece é o seguinte: quando alguém consegue torcer meu braço, eu passo a gostar quase tanto quanto àqueles que eu tive empatia imediata!

Exemplos: Hoje Maroon 5 é uma das bandas que mais ouço na esteira (espero fazer logo um post sobre isso) e em 2010 eu babava no Julio César.

Por isso, hoje, eu torci, e muito, pelo Nadal. Não deu, mas isso faz parte do esporte. E que belo espetáculo foi. Que aula de tênis, mas mais que isso: que aula de raça e espírito vencedor de ambos os lados.

 Como somos abençoados por estarmos vendo três monstros concomitantemente.

 Muito obrigada, Rafael Nadal, por torcer o meu braço tão bem torcido! Foi um prazer!

Claro: parabéns ao Djokovic! Pelo impressionante tênis jogado! E pelo corpo! Muy bueno! Rá!

Que coisa, hein?

Mas uma coisa não muda: fui, sou e continuarei sendo Federer sempre.

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, meu caro.

Volto mais tarde | Ao som de Cake – I Will Survive |

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7 comentários em “Esportes: Rafael Nadal, Pelo Prazer de Dar o Braço a Torcer

  1. Legal você postar sobre o Nadal. Tive uma impressão inicial parecida com a sua sobre o espanhol e cada vez mais admiro a raça, a força de vontade e o espírito de competitividade…
    A partida de hoje foi emocionante. Acho que o Nadal chegou bem perto de ganhar quando ele, quinto set, chegou a quebrar o saque do Djokovic. Foi demais. Mas depois, quando o sérvio retomou o saque, apesar de sua condição física estar mais abalada aparentemente, Nadal perdeu um pouco na questão psicologica. Mas hoje… eu também torci para o Nadal…ele não desiste nunca…

    Que final de Aberto da Australia… Que final.. que jogo!

    E que belo post Vi…

    Curtir

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