Hoje…Algum Tempo Atrás: Os 10 Anos do “Songs in A Minor”

Há exatamente um mês, a Alicia Keys comemorou os 10 anos do lançamento do seu primeiro disco, o “Songs in a Minor”.

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Parabéns pra você…..Cantado com 1 mês de atraso…

Eu tenho altos e baixo em relação a moça. Tem músicas que eu gosto demais, outras que detesto. Mas, basicamente, quando ela senta em frente ao piano, toca e canta, sem muita firula, eu aplaudo bastante.

Acho o “Songs in a Minor” um excelente disco. O vídeo abaixo fala um pouco sobre a história dele. Um comentário me chamou muita atenção: como ela, vinda de Hell’s Kitchen (NYC), negra, aos 20 anos, apareceu para o mundo falando sobre o valor da mulher (A Woman’s Worth, que é uma das minhas músicas favoritas). Realmente, é bacana.

Como eu falei que gosto quando ela toca piano sem muita firula, deixo o vídeo daquela que é a minha favorita do álbum. Reparem como ela mal olha para o piano enquanto canta. Como eu sou uma pessoa que não toca nenhum instrumento, acho isso lindo. E que solo!

Detalhe que ela só tem 30 anos de vida. Caramba!

Volto mais tarde | Ao som de Alicia Keys – Fallin’ |

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Música do Dia: Dixie Chicks – Not Ready To Make Nice

Eu conheço muito pouco o trabalho da Dixie Chicks. Do pouco que conheço, gosto.

Lembro muito bem quando, em 2003, elas se meteram em uma controvérsia gigante, quando a cantora Natalie Maines, em um show na Inglaterra, repudiou a guerra do Iraque. Não somente falou que era contra, mas também que tinha vergonha de ser do mesmo estado que o ex presidente George W. Bush, o Texas. Como, na época, a guerra recebia um alto grau de apoio da população, elas foram execradas. A venda de discos caiu abruptamente, tiveram álbuns queimados e, inclusive, foram ameaçadas de morte.

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Como elas não são tão grandes aqui no Brasil, o caso não foi tão divulgado por aqui. Só que lá, elas são muito famosas. Muito mesmo, então, o bicho pegou para o lado delas. Foram da “banda feminina com maior número de discos vendidos” para ameaçadas de morte. Loucura total, principalmente vindo de um país que sempre prega a liberdade de expressão.

Dentro disso tudo, uma coisa me chamou muito a atenção. Elas lançaram uma campanha para explicar o que falaram, mas não pediram desculpas. Não somente a Natalie, mas a Martie Maguire e a Emily Robinson. Uma prova de amizade muito bonita, visto que as outras duas não foram as que falaram, porém ficaram ao lado da amiga, mesmo com a banda entrando em uma crise absurda.

Também me lembro quando foi anunciado que elas, em 2005, iam ao show da Oprah para lançar um documentário e o novo álbum. Nele está a minha música do dia “Not ready to make nice”. O trailer do documentário pode ser visto aqui. É, realmente, impressionante.

De acordo com a banda, a música era pra ser um desabafo com conotação universal, não necessariamente sobre o ocorrido. Só que em um momento tem-se a fala:

“And how in the world

Can the words that I said

Send somebody so over the edge

That they’d write me a letter

Saying that I better shut up and sing

Or my life will be over.”

Que é algo do tipo (nada literal):

Como as palavras que eu disse podem levar outra ao ponto de me escrever uma carta, dizendo que seria melhor que eu me calasse e cantasse ou a minha vida acabará?

Bom….

Eu continuo sem conhecer direito o trabalho da banda, mas acho essa música sensacional. E que eu sempre escuto quando estou brava, frustrada….Já que eu não sei compor música, uso o desabafo dos outros, quando preciso rs.

O vídeo abaixo não é o oficial, mas é uma gravação ao vivo que eu gostei bem.

Forgive, sounds good
Forget, I’m not sure I could
They say time heals everything
But I’m still waiting

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