Café & TV: Trailler, “Meia-Noite em Paris”

Para quem ainda não viu, segue o trailler do novo filme do Woody Allen, Midnight in Paris, com Owen Wilson, Rachel McAdams, Kathy Bates, Adrien Brody e Carla Bruni.

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Café & TV: Séries de TV, “The Good Wife”

Adoro séries de TV! São um grande passa-tempo (passatempo? passa-tempo?) na minha vida. Algumas eu assisto sem nenhum compromisso, podendo parar a qualquer momento. Outras eu nem gosto mais como gostava quando comecei a assistir, mas, por força do vício, não as largo. Finalmente, tenho aquelas que são as mais especiais: as que eu gosto de ler reviews, comentários em blogs (listados ao lado), etc.

A que ocupa o topo na lista deste último grupo se chama ‘The Good Wife’.

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Comecei a assistir bem no início, quando vi em uma propaganda que ela era a nova série da Julianna Margulies, a querida Enfermeira Carol, de E.R. (que eu era fã, claro). Assim sendo, não poderia deixar de ver, de forma alguma.

Ao começar a assistir, eu me deparo com vários atores de séries que eu também gostava: Matt Czuchry (Gilmore Girls), Christine Baranski (The Big Bang Theory, Frasier, etc), Chris North (Sex and the City), Mary Beth Peil (Dawson’s Creek), Titus Welliver (Lost), entre outros. Claro que, com isso, fiquei muito mais disposta a gostar da série.

GoodWife

The Good Wife conta a história de uma mulher, Alicia Florrick (Margulies), que traída pelo marido (North), decide retomar sua carreira de advogada, depois de anos fora do mercado, dedicados a cuidar da família. Mas não é simplesmente isso. O maridão é o Procurador do Estado de Illinois (a série se passa em Chicago) e a querida Good Wife é daquelas mulheres que ficam com cara de tacho, frente ao público, enquanto o bonitão admite publicamente ter não somente mantido relações sexuais fora do casamento, mas ter manipulado suas decisões políticas por conta delas.

O que torna essa série, hoje, a minha favorita são quatro grandes fatores:

1) O texto. Ela é muito bem escrita, bem amarrada. Imagino que seja um tanto quanto ruim uma pessoa que nunca viu, passar a ver, sem ser pelo primeiro episódio da primeira temporada (atualmente, ela já está na reta final da segunda).

2) As atuações. O elenco é incrível. Não somente o regular, mas aqueles que fazem aparições esporádicas, ou mesmo em apenas um episódio.

3) As polêmicas. The Good Wife é uma série capaz de tratar assuntos polêmicos sem banalizar, sem baixar o nível. Temas como racismo, homossexualidade, uso de drogas, tráfico dessas, religião, a atuação dos laboratórios farmacêuticos, entre outros, são recorrentes. E muito bem trabalhados.

4) A política. Um Procurador de Estado, nos EUA, tem que ser eleito pela população. A série mostra, de forma muito interessante, todas as tramoias dos bastidores da política. Um verdadeiro horror, mas que é maravilhoso de assistir.

Hoje ela é, com certeza, a série que eu fico mais animada quando tem um novo episódio, que mais me deixa de queixo caído durante e depois, e com maior expectativa pelo próximo. E, ao ler comentários em outros blogs, sei que não estou sozinha. Fico impressionada como, depois de mais de 30 episódios, ainda não teve um sequer que eu pensasse: “achei fraco”, “não gostei”. Acho que a minha avaliação mais baixa foi: “esse episódio foi bom, mas não tanto quanto os outros”. Pra mim, isso é algo admirável.

The Good Wife é uma série incrivelmente bem feita, bem escrita e que não subestima, pelo contrário, a inteligência daqueles que fazem a sua audiência. Recomendo ao extremo.

Ps aos advogados de plantão: Eu não dou a mínima se a série não é realista quanto aos procedimentos, processos jurídicos.

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