Ao entrar em uma faculdade de Relações Internacionais, uma das primeiras palavras que escutamos é Vestfália. Ou Westphalia, como preferirem.
Paz de Vestfália, Tratados de Westphalia, etc, etc, etc.
Pois bem, em 24 de outubro de 1648 eram assinados os acordos de Munster e de Osnabruck, que culminariam na tão estudada Paz.
“A conferência reunida na região da Vestfália no final do verão de 1648 teve um caráter inédito, se não revolucionário. Era a primeira vez que se encontravam em torno de uma mesa de negociações os grandes Estados da Europa. E também a primeira vez que foram definidas as relações entre os Estados, respeitando-se o princípio de soberania de cada um. Não se tratava mais, como ocorreu em toda a Idade Média, de uma cristandade ocidental unida em torno de uma fé comum sob a alta autoridade de um soberano pontífice. Cada monarca passou a ser o chefe dentro de suas fronteiras inclusive em matéria religiosa. (…) Os príncipes poderiam impor a própria confissão aos seus súditos: católica, luterana, calvinista, segundo o princípio: ‘‘cujus regio, ejus religio’’ (tal soberano, tal religião).”
