Há exatos 10 anos, um grupo de separatistas chechenos invadia o Teatro de Dubrovka, em Moscou, e iniciava o seqüestro de 850 pessoas que só acabaria no dia 26.
Eu me lembro muito bem da aflição que senti ao acompanhar as notícias pelos jornais e do choque ao saber da invasão das forças especiais da Rússia e, conseqüentemente, da morte de tantas pessoas (130 entre os reféns, mais os sequestradores).
Do Wikipedia mesmo, na cara dura:
“A crise dos reféns do teatro Dubrovka, em Moscou, refere-se ao sequestro dos espectadores de um teatro, na área de Dubrovka, em Moscou, entre 23 e 26 de outubro de 2002, por separatistas chechenos. Durante a apresentação do espetáculo musical Nord-Ost (“Norte-Leste” em alemão), 42 militantes chechenos armados ocuparam o teatro lotado, anunciando pertencer ao movimento separatista da Chechênia, e tomaram as 850 pessoas presentes como reféns. Em troca da libertação dessas pessoas, exigiram a retirada das forças russas da Chechênia, bem como o fim da Segunda Guerra da Chechênia. Oficialmente, a ação foi liderada por Movsar Barayev, de 23 anos. Depois de mais de dois dias de ocupação do teatro, as forças especiais russas (Spetsnaz) bombearam um gás tóxico desconhecido através do sistema de ventilação do edifício e começaram a invasão. Oficialmente, 39 dos sequestradores foram mortos pelas forças russas, além de pelo menos 129 reféns (incluindo nove estrangeiros), sendo que algumas estimativas referem-se a mais de 200. Quase todos os reféns que morreram durante a ocupação foram mortos pela substância tóxica bombeada para dentro do teatro. Poucos morreram em consequência de ferimentos por arma de fogo. O uso do gás foi amplamente condenado. Os médicos de Moscou também condenaram o segredo acerca da natureza da substância, pois, se ela fosse conhecide, eles poderiam administrar um antídoto específico e salvar mais vidas. Vários reféns morreram a caminho do hospital ou logo que chegaram”
Homenagens já estão sendo feitas na Rússia e devem acabar no próximo dia 26, como pode ser lido aqui.
PS: A página em inglês do Wikipedia está bem mais completa que a em português, ok? Link.
Assusta pensar que já se passaram 10 anos.
Volto mais tarde.
Ao som de Green Day – She
